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MR. BEAN É VASCAÍNO

“Final do Campeonato Brasileiro de 1997, um domingo qualquer do mês de dezembro. Eu, tenso, a assistir Vasco X Palmeiras pela TV. Um empate bastava ao Vasco para o seu terceiro título. Socorro, minha mulher, sampaulina roxa, alheia ao meu drama (com certeza se roendo de inveja) estava na cozinha. Paulinho, meu penúltimo filho (na escala etária), ainda não se entusiasmava com futebol, embora já desse seus primeiros chutes, do “alto” de seus dois aninhos de idade. No quarto, dormia minha caçula Natália, com seus dois meses de vida incompletos.
E eu ali, tenso, jogo 0x0. O Animal era nosso (todos sabem de quem se trata: Edmundo). Havia “comido” a bola durante o campeonato, tendo batido o recorde, até então, de 29 gols, artilheiro disparado. Mas, nem assim o Vasco marcava ... nem o Palmeiras.
Final do jogo, 0x0, Vasco Campeão Brasileiro!!! Resolvi extravasar a tensão, soltando alguns rojões (aqueles foguetes de três tiros) no quintal, esquecendo que minha caçula dormia no quarto próximo (àquela altura, nem iria me lembrar). Peguei o primeiro rojão, acendi-o e da beira da varanda apontei para o alto. Enquanto aguardava o primeiro estampido arremessando os três tiros, olhei para o rojão e desconfiei que o pegara invertido... em suma, apontava a saída dele em minha direção (o maldito rojão não tinha cores diferenciando o punho, onde eu deveria pegar, e a saída dele). Foi só o tempo de jogá-lo no quintal, livrando-me do acidente. Ledo engano: o maldito caiu no chão, no meio do quintal, apontado pra mim!!! E soltou os três tiros em minha direção!!! A minha sorte é que eles pegaram na parede da varanda ao meu lado, mas explodiram com muito mais barulho. A Natália acordou chorando e minha mulher correu para acudi-la sem antes passar pela varanda me chingando de irresponsável pra baixo (que aqui não ouso citar). E eu, ali, assustado, não sabia se ria ou chorava (de rir, é claro). Só me passou pela mente a figura inusitada do humorista inglês, Mr. Bean, e fui me refazer numa generosa dose de whisky, para aliviar a tensão.”
O autor do texto nosso Marcelo Botinha, presidente de honra do Cambonense, foi convidado para nos contar algum fato pitoresco ocorrido durante sua permanência na Caserna, ou em sua residência, não se fez de rogado e nos presenteou com Mr. Bean é vascaíno.


Obrigadoooooo.

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