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Hora de Despertar: nossa música, nossos intérpretes.

Há alguns anos, quando os artistas alagoanos peregrinavam nas rádios pedindo aos programadores a inclusão de suas múscicas na programação, a resposta era inevitável: “o som não é muito bom, não tem qualidade.” Essa história começou a ser mudada com o advento do cd player, substituindo o vinil, aí então os incentivadores: Amarivaldo, Rui Agostinho e Givaldo Kleber, todos da Rádio Educativa FM, acreditando no potencial desses artistas, começaram por conta própria a inserir na programação a prata da casa, procedimento que ainda permanece. Seguindo a mesma linha da Educativa FM, as emissoras: Web rádio Maceió, Mar Azul e Rádio Serraria FM, abrem espaços em sua programação para que artistas desconhecidos tenham oportunidade de divulgar suas criações e ao vivo reivindicar patrocínio para realização de eventos; são procedimentos como estes, que emissoras do porte da Pajuçara FM, Gazeta de Alagoas, Rádio Jornal e outras, deveriam seguir para o fortalecimento da cultura alagoana.
Ultrapassado esse primeiro obstáculo, mesmo estando afastado do meio musical alagoano, tenho adquirido e ouvido os trabalhos aqui produzidos, entretanto, observei que alguns dos nossos artistas ao gravarem ou ao realizarem shows, incluem apenas algumas músicas inéditas.
Ora, o que esperam ao regravarem músicas já consagradas de compositores como Chico Buarque, Tom Jobim ou Djavan? Reconhecimento, um comentário elogioso, ou quem sabe, uma crítica mais contundente de um observador mais atento? Esquecem nossos interpretes, que esse procedimento é nefasto ao atual movimento musical alagoano e em nada contribui para o seu crescimento, basta ouvir os CDs de: Junior Almeida, Macleim, Eliezer Setton, Ibys Maceió, Telma Soares, Antônio do Carmo, Grupo Labareda do Forro, Banda Sifão, Grupo Terra e tantos outros, que só gravam músicas inéditas, sejam de sua autoria ou de outros compositores, é esse o caminho para sair da mesmice.
O que sempre estamos presenciando e cansados de ouvir são os convites formulados pelos restaurantes e bares, apresentando shows com artistas locais interpretando músicas já consagradas.
Será que não está na hora de termos identidade própria e dar ênfase a apresentações mais corajosas? Nossos artistas apresentando músicas autorais, dando interpretações próprias, mostrando a sua cara e do que é capaz.
É pagar pra ver, eu particularmente acredito nos nossos intérpretes, só falta coragem, talento tem de sobra.

Comentários

Anônimo disse…
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Anônimo disse…
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PERFIL

Chico Elpídio - sou alagoano de Maceió, iniciei minha carreira musical tocando em bailes noturnos. Em 1978 criei o Grupo Terra e gravei o primeiro LP lançado a nível nacional pela Warner Bandeirantes do Nordeste, três músicas desse disco fizeram parte de trilha sonoras das novelas: O Meu Pé de Laranja Lima (Maria Fumaça e Noite Sertaneja) e Rosa Baiana (Literatura em Cordel), ambas apresentadas pela TV Bandeirantes.  Tive o prazer de participar de vários festivais de música, dentre eles, o Universitário e o Canta Nordeste. O meu primeiro CD foi gravado em 1996, intitulado Duas Caras, em parceria com Almir Lopes, o segundo em 2002 - Dilúvio, ambos, produção independente. Me deram a alegria de gravar minhas músicas os cantores(as): Almir Lopes, Dydha Lyra, Eliezer Setton, Ely Setton, Nara Cordeiro, Wilma Araújo, Wilma Miranda, Michele Barsand, Boroca, Dulce Miranda, Leureny Barbosa, Telma Soares e o Quarteto Vozes. Atualmente trabalho na produção do terceiro CD - Contemporâ...

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