domingo, 31 de maio de 2009

Hora de despertar

Anos atrás, quando os artistas alagoanos peregrinavam nas rádios pedindo aos discotecários, hoje programadores, para executarem seus discos, a resposta era inevitável: 
“o som não é muito bom, não tem qualidade.” 
Essa história começou a ser mudada, quando nossos artistas tiveram a oportunidade de gravar em CD e os programadores, alguns por conta própria: Amarivaldo, Rui Agustinho, ambos da Educativa, começaram a divulgar e valorizar a prata da casa.
Ultrapassado esse primeiro obstáculo, mesmo estando afastado do meio musical alagoano, tenho adquirido e ouvido os trabalhos dos nossos artistas. Observei nos CDs daqueles que procuram gravar "os compositores da terra", a inclusão de no máximo três músicas no repertório e com raríssima excessão. 
Ora, o que esperam nossos intérpretes ao regravarem músicas já consagradas de compositores como Chico Buarque, Tom Jobim e Djavan? 
- Reconhecimento nacional ?, ou um comentário elogioso, ou até quem sabe, uma crítica mais contundente de um observador atento a essas inusitadas situações? É possível qualquer uma das respostas.
Esquecem nossos cantores, que esse procedimento é nefasto ao atual movimento musical alagoano e em nada ajuda aos nossos compositores, basta ouvir os CDs de: Junior Almeida, Macléim, Eliezer Setton, Ibys Maceió e outros, que só gravam músicas de sua autoria.
O momento musical alagoano é impar e a cada dia surgem novos talentos, por exemplo, a banda de regue Vibrações, uma das vencedoras do Festival de Música dos Sesc, que nas suas apresentações tocam composições própias. 
Porque nossos cantores não seguem esse exemplo? Estamos cansados de ouvir sempre os mesmos convites: 
Fulano de Tal canta Chico Buarque no Bar da Maria Fulô! 
Falta criatividade, será que ainda não cansaram de serem tão repetitivos? 
É preciso criar uma identidade própria, ter alta estima - ser criativo, até porque quando alguém quer ouvir Chico, Djavan e outros, ouvirão com certeza, em seus aparelhos de DVD, os próprios. 
Daí surge o meu questionamento: 
Porque não fazer apresentações com músicas dos nossos compositores e mostrar um trabalho qualitativo, cada um mostrando a sua própria cara, onde a mistura seria perfeita: intérpretes e compositores alagoanos - juntos. 
Só assim, aqueles que não acreditam no poder da nossa música, com certeza mudariam de idéia. 
É jogar pra ver o resultado, eu particularmente acredito.

sábado, 9 de maio de 2009

Família do Gandaia- Clóvis

Conheço Clóvis, desde menino na casa do saudoso João Gandaia e Dona Amélia. Lar onde muito frequentei e me tornei amigo de Fausto, negro alto, zaqueiro arrepiador, entretanto a sua maior referência era a Matemática e a paixão por Maria, sua atual esposa. Logo fez vestibular de Engenharia, passou, não gostando optou por Matemática. Outras queridas amigas que formam a família Gandaia, as professoras Lourdes, Nazareth e Carmem, além de Rosinha que foi resideir em SãoPaulo e o nosso companheiro Clóvis, como se vê, todos voltados para a área da educação. 
Convivendo entre tantos professores, Clóvis aprendeu a gostar dos livros e logo ao terminar o Colegial, hoje segundo grau, fez concurso para o INSS, sendo facilmente aprovado. Casou-se, teve um filho e mantinha uma vida regular: cervejinha, bate bola, batuque de mesa, etc. 
Agora pasmem, sem ter, nem pra que, nosso personagem bandonou o INSS, não se sabe o por que, e hoje passa por situações vexatórias. Nos dá uma enorme tristeza, vê-lo no estado em que se encontra. Descalço, mal vestido, com fome, pigarreando, neste sábado, 9 de maio, um gesto me marcou, presenciei nosso companheiro Guedes entregar duas sacolas com alimentos; já outro dia, Alder Flores lhe doou bermudas, camisas e uma chuteira, pra que ele participasse do racha, o que já aconteceu, entretanto, sua saúde debilitada não lhe oferece muitas condições. 
Vamos ajudá-lo no que pudermos, pois alí encontra-se um SER que tudo teve pra ser feliz, mais a bebida, o cigarro, enfim o vício falou mais alto. 
Deus o proteja.