terça-feira, 20 de novembro de 2012

Afago do Professor Sávio de Almeida

Chico Elpídio: a música alagoana te acompanha
Luiz Sávio de Almeida

Sempre admirei Chico Elpídio, mas apenas duas vezes tive oportunidade de observá-lo. Uma delas foi distante, pois ele estava em palco no Teatro de Arena. Uma segunda foi bem íntima, pois tocava com um grupo de amigos na casa do Zé Ivo, outro grande talento. Aí, tive a chance de parar, olhar e ouvir como pediam os cruzamentos da estrada de ferro. Eu fiquei mais uma vez encantado, só que era num ambiente em que ele estava inteiramente livre, podia fazer o que desejasse com o seu violão e fazia numa simplicidade exemplar.
Chico Elpídio nasceu em Maceió em 1951 e são, no mínimo, 46 anos de violão ou de intimidade com aquele tipo de caixa de som. Pouco a pouco foi se construindo profissionalmente e passou a tocar com algumas bandas como Os Diamantes, Som Sete, Kuka Samba. Depois, é que vai montar o Grupo Terra, no ano de 1975 e vai gravar seu primeiro Lp.
Ele vai compor e procurar parceiros; neste caminho, encontra Paulo Renault e com ele acontecerão algumas músicas. Paulo Renault já se foi e fez parte da boemia do Bar da Zefinha que também descansa em paz: o Bar e a própria Zefinha. Ficava numa rua quase escondida e por detrás do Mercado de Jaraguá, onde mesas cheias se deliciavam com as cantorias do João Paulo e vez em quando nós ouvíamos o vozeirão do Paulo Renaúlte (como eu o chamava) falar das desditas de um cotidiano de uma novaiorque zefiniana. No rumo da sua busca por parcerias, ele encontra, também, o Marcondes Costa, outra pessoa por quem guardo reconhecimento. Um seu parceiro bem chegado foi Geraldo Rebelo: gravaram sete músicas no CD Dilúvio. Também o Eliezer Setton (autor de uma das mais belas músicas que conheço) esteve em parceria com Chico Elpídio: ele é o letrista de Raízes.
Agora, aparece Pablo Carvalho, cuja amizade com o Chico vem de Paulo Renaúlte. Pablo é um grande amigo e um dos iluminados do Bar da Zefinha, pessoa por quem tenho muito carinho, companheiro de farras acentuadas pela extensão de Maceió, um camarão aqui e uma cachaça ali, mas sempre com os costados no Bar da Zefinha. Aliás, o Pablo é sobrinho do Cícero Péricles, um dos fundadores da Confraria do Sardinha que pousava no Bar da Zefinha e do bloco de carnaval Família Josefina, a família da Dona Josefa, mais conhecida como Zefinha (Deus a tenha!). Pedro Cabral é o grande historiador disto tudo. Como se pode notar, em torno da Zefinha ajuntava-se uma pequena parte do nosso patrimônio sócio educativo. Foi a Família que decidiu colocar uma placa em Jaraguá, em homenagem à rapariga desconhecida. Arrancaram: foi uma violência. 
No ano de 1996, Chico Elpídio grava Duas Caras, depois aparece Dilúvio e agora vem Contemporâneos com o Pablo. Possivelmente, pelo que reputo, sua aparição mais extraordinária se deu em Maceió, Cidade Aberta. Quem viu, não esquece; as músicas eram do Chico, Juvenal Lopes e o texto era do Renaúlte. Chico tem história e muito tempo pela frente. Tenho a certeza de que ele continuará a encher o mundo de beleza com ou sem parceiros. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Causos - Histórias - Estórias e Anedotas

O Sertão sempre foi assolado por coronéis. 
Homens ricos, geralmente fazendeiros, e muito influentes, que acabavam por incursionar também no meio político. E Ôlho d’Água das Flôres não escapou de ser dominada por esses caudilhos, assim como toda a região sertaneja e, por algum tempo, todo o estado de Alagoas também. 
O último deles, com todas as características por todos conhecidas, que eram peculiares aos coronéis, foi Elísio da Silva Maia, de Pão de Açúcar, mais conhecido pelo povo como “Seu” Elísio. 
Dominou a política de cidades como Pão de Açúcar, Palestina, Monteirópolis e Olho D’Água das Flôres, por exemplo. Em certo momento, tinha muita influência também no Palácio Floriano Peixoto. 
Conta-se dele, principalmente depois que morreu, muitos “causos”, histórias, estórias, anedotas, ficando muito difícil saber se algumas foram, realmente, verídicas ou não. 
Algumas são muito engraçadas. 
Conta-se que, certa vez, agendara Elísio Maia uma viagem a Juazeiro do Norte, o Juazeiro do Padrinho Padre Cícero de quase todos os sertanejos. Uma mulher, que era esposa de um seu empregado, sabendo da tal viagem, no dia da partida, à beira do carro, se dirigiu ao coronel: 
¬Seu Elísio, eu queria pedir um negoço ao sinhô... 
¬Diga o que é, respondeu o coronel. 
¬Eu queria que o sinhô trouxesse prá mim uma imagem de Nosso Sinhô... 
¬Tá certo, eu trago... 
Virou-se o coronel para o motorista, e disse-lhe que se encarregasse da encomenda. 
Já no Juazeiro, ao passar por uma das muitas lojas de artigos religiosos, o motorista lembrou ao coronel da promessa feita àquela mulher, tão temente a Deus. 
O coronel, incontinenti, ordenou que o motorista descesse do carro e efetuasse a compra da tal imagem. 
O motorista desceu e, logo em seguida, voltou, perguntando ao coronel: 
¬”Seu” Elísio, o sinhô se lembra se a mulé falou se era uma imagem do Sinhô Morto, ou do Sinhô Vivo? 
O coronel “assuntou” um momento, e de chofre respondeu: 
¬Meu filho, compre uma do Senhor Vivo, porque se não for essa que ela quer, agente mata...

O autor do causo -
Émerson Leandro Rebelo Gonçalves, alagoano natural de Olho D'Água das Flores, é funcionário da ADEAL, onde exerce o cargo de Engenheiro Agrônomo. 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

MUDANDO O RUMO

A indicação do Procurador Gustavo Henrique de Albuquerque Santos para Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas é importante, não só porque com ele, se dá cumprimento ao mandamento constitucional, que existe desde 1988 e nunca fora cumprido ou coloca-se, apenas, um representante do Ministério Público Especial para integrar o pleno da instituição. Mais do que isso, a sua presença consolidará um perfil e em tudo técnico que pertine às futuras decisões do Colegiado o qual, efetivado a sua presença passará a ser pleno, de fato.
A Diretoria do SINDICONTAS/AL, juntamente com a grande maioria dos servidores da Casa, faz questão de aplaudir a decisão dos Desembargadores, mesmo aguardando a decisão final, que com certeza terá um desfecho salutar para os destinos da Corte de Contas. Aos poucos sendo inovado, o Pleno do Tribunal de Contas, contará com nova postura: Gustavo Henrique de Albuquerque Santos – Procurador junto ao Ministério Público Especial de Alagoas; Ana Rachel Ribeiro Sampaio – Auditora Chefe; Sérgio Ricardo Maciel – Auditor substituto de Conselheiro; Alberto Pires Alves de Abreu – Auditor; Anselmo Roberto de Almeida Brito – Conselheiro concursado e Gustavo Henrique de Albuquerque Santos, futuro Conselheiro, todos concursados e sem comprometimento político. 

Apesar de ter sido necessário haver batalhas jurídicas, ambas envolvendo o próprio TJ/AL, para que se desse cabimento ao que é constitucional, diante da pressão da Assembléia Legislativa e de certa omissão do TC/AL, finalmente a lei e o direito prevaleceram, ganhando, a Corte de Contas provavelmente um integrante de comprovado preparo técnico e equilíbrio sempre demonstrado, o que significa a vitória da ética e da verdade, sobre meros interesses pessoais e políticos. A vitória inicial aplicada no Tribunal de Justiça foi determinante, visto que, o voto da Desembargadora Relatora Elisabeth Carvalho em a favor do Procurador, além de ser o primeiro, os embasamentos jurídicos apresentados foram de grande importância. 

É salutar ressaltar, que durante muito tempo, jamais o TC funcionou, no que pertine às suas decisões, de maneira plena, seja, na plenitude de sua competência, sobretudo a partir da Constituição de 1988, que obriga e determina tanto um membro da Auditoria, quanto um do Ministério Público Especial, provavelmente escolhido na pessoa do Dr. Gustavo Henrique, que, pelo seu vasto e importante currículo e sua prática funcional na área técnico-jurídica, em muito e, sem sombra de dúvida, irá enriquecer e dignificar as decisões do órgão fiscalizador alagoano. 

Estamos todos de parabéns. 

Francisco Elpídio de Gouveia Bezerra 

Presidente SINDICONTAS/AL

quarta-feira, 23 de maio de 2012

GRITO DE ALERTA - NÃO FAZEMOS DE CONTA


                Servidores do Tribunal de Contas, diante do quadro que ora se avizinha, necessitamos nos manter unidos. Convém trazer a público, o Projeto de Lei nº 264/2012, que dispõe sobre a reestruturação dos cargos em comissão, encaminhado ao Poder Legislativo, cujo impacto financeiro importa em aproximadamente R$ 924.800,00 (novecentos e vinte e quatro mil e oitocentos reais), por mês, para custear os pagamentos de 144 cargos comissionados.
                Para o conhecimento de todos à aplicação da terceira parte do PCCS, importa em aproximadamente R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais), que deveria ser implantado desde janeiro de 2011. Qual a desculpa para essa demora? Dinheiro existe e muito, desde a Operação Rodoleiros, a prova maior foi o envio do Projeto ora em comento ao Poder Legislativo. Está na hora dos temerosos e anônimos, deixarem o medo de lado e juntos caminharmos definitivamente para o alcance de nossos objetivos: reformulação do PCCS e do enquadramento. Diante do acontecido, a diretoria do SINDICONTAS iniciou alguns procedimentos: segunda feira, às 15 h, reuniu-se com o Dr. Omar Coelho, Presidente da OAB, quando foi montada estratégia no sentido de juridicamente impedir a votação do projeto; o próximo entendimento será com o Procurador Chefe do Ministério Público, Dr. Eduardo Tavares e de um modo em geral com a imprensa, que terá farto material para a divulgação.
 Observem o quadro a seguir:

Anexo I Quant Subsídio Total
Diretor 14 8.000,00 112.000,00
Diretor Adjunto 14 7.000,00 98.000,00
Procurador Chefe 1 8.000,00 8.000,00
Procurador Adjunto  1 7.000,00 7.000,00
Total      225.000,00
Anexo II      
Assessor Esp. de Diretoria 30 6.000,00 180.000,00
Assessor Esp. Procuradoria 2 6.000,00 12.000,00
Total      192.000,00
Anexo III      
Chefe de Gabinete 8 8.000,00 64.000,00
Assessor Jurídico 24 6.500,00 156.000,00
Coordenador de Inspeção 16 5.100,00 81.600,00
Assessor de Conselheiro 39 3.500,00 136.500,00
Coordenador de Inspeção 2 5.100,00 10.200,00
Assessor do Auditor 2 3.500,00 7.000,00
Assessor do Plenário 1 3.500,00 3.500,00
Assessor do Corregedor 2 3.500,00 7.000,00
Total     465.800,00
Anexo IV      
Verba Indenizatória     42.000,00
Total Geral     924.800,00


            Diante desse absurdo, aproveitamos a oportunidade para convocar todos os servidores desta Corte de Contas, para mobilizarem-se, pois, o quadro que se avizinha, será um dos mais graves, causando um profundo desrespeito a todos. Durante 39 (trinta e nove anos) trabalhei nesta Casa, aqui cheguei através de concurso público, convivi e aprendi com sábios professores: Otto Moura, Roberto Olindino Matos e outros, que me ensinaram a respeitar o Tribunal de Contas, hoje na presidência do Sindicato, sinto-me envergonhado e constrangido ao lado de todos servidores, entretanto, convoco mais uma vez a todos para ao lado da OAB e do Ministério Público, buscar soluções para inviabilizar o famigerado Projeto de Lei nº 264/12;
 
                                                           Francisco Elpídio
Presidente Sindicontas



NOVIDADES CONHECIDAS - LARA MELO