terça-feira, 28 de agosto de 2007

DILÚVIO


As músicas do CD DILÚVIO foram gravadas no AMStudio, entre agosto/01 e abril/02, tendo como instrumentistas músicos alagoanos. Todas as músicas são de autoria de Chico Elpídio em parceria com: Geraldo Rebêlo, Paulo Renault, Edson Bezerra e Feliz Baigon. 

Músicas do CD: Maceió, meu xodó - Cais - Vertente Musical - Me Deixe te Amar - Em Resumo - Angústia de uma Volta - Novo Horizonte - Dilúvio - Onde eu me Encontro - Evolução.

Escreve Roberto Amorim, editor de cultura de O JORNAL, edição do dia13/10/02: 
Maceió continua sendo a maior fonte de inspiração das letras assinadas pelo cantor e compositor Chico Elpídio. A faixa inicial "Maceió, meu xodó", assinada em conjunto com Geraldo Rebêlo, é uma verdadeira lição de amor, louva a natureza e o povo da capital alagoana.
Opinião da jornalista Simone Cavalcante em O JORNAL: 
O universo musical de Chico Elpídio celebra a vida e a arte de amar. Suas músicas têm ritmo contagiante, contudo, sua carreira ainda em plena evolução, " alagando entre nós emoções, atando nossos pés, mãos e corações". Amar também se aprende ouvindo, de preferência, Chico Elpídio.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Maceió, cidade aberta


CÂNTICO POR MACEIÓ

Escreve Luiz Sávio de Almeida em O Jornal (21/09/99)



Vi e ouvi o que poderia ver e ouvir qualquer um em busca do que é bom. Fui ao Teatro de Arena ver o espetáculo com músicas de Chico Elpídio e de Juvenal Lopes, além de poemas de Paulo Renault ditos por Paulo Déo. É um espetáculo extremamente simples e, por isso mesmo, muito bom e profissional. É justamente neste ponto que entra a marca da direção de José Márcio Passos, construindo as articulções entre fala e música, da tal modo que há uma harmonia compassada no desenvolvimento do espetáculo e jamais quebrada. Maceió precisa acabar com os espeáculos voláteis. É preciso que os grupos saibam sustentar suas criações, suas montagens. Maceió, Cidade Aberta é uma montagem que deve permanecer em cartaz por um mínimo de dois anos. As razões são muitas. A primeira delas é que deve fazer público para si mesmo ou, em outras palavras, levar a que seja vista pelo maior número de pessoa; a segunda é que é um trabalho dessa natureza tem que marcar lugar pela sua própria qualidade. Uma outra diz respeito a que a poesia da qualidade da suada por Paulo Renault e da música de Chico Elpídio/Juvenal Lopes tenham função catequética, aproximando cada vez mais a platéia dos sons e da beleza, sustentados pelo talento individual de músicos que dão sentido à terra. Quem sabe se um dia Alagoas salve-se pela beleza?

Festivais alagoanos

De saudosa memória, assim nos recordamos dos festivais que aconteciam nas décadas de 60 e 70. Havia uma acirrada competição entre as Rádios Difusora e Gazeta, no sentido de promover o melhor Festival de Música e para tal, convidava para compor o juri: compositores, maestros e artistas renomados, no sentido de criar uma enorme curiosidade no público e assim superlotar o Teatro Deodoro ou o Ginásio do CRB, onde eram realizados os eventos. Em contra partida, o Diretório Central dos Estudantes - DCE, promovia o disputado Festival Universitário, oferecendo como prêmio a gravação de um LP com as 12(doze) primeiras músicas classificadas. Nessa efervecência musical surgiram personagens bastantes conhecidas: José Geraldo, Marcondes Costa, Guido Uchôa, Tânio Barreto, Josimar, Juvenal Lopes, Jucá Santos, Dydha Lyra, Ricardo Mota, Macléim, Chico Elpídio, César Rodrigues, Edson Bezerra, Eliezer Setton, José Gomes Brandão, Leureny Barbosa, Pedro Batata, Wilma Miranda e tantos outros.
FESTIVAL UNIVERSITÁRIO
Com a música CANTO DO CHÃO, de Chico Elpídio, Edson Bezerra e César Rodrigues, o Grupo Terra tirou o primeiro lugar no III Festival Universitário, promovido pelo DCE.
CANTO DO CHÃO
Terra do sol, liberdade e ouro
Há de haver aqui, vamos desbravar.
Terra de sal, caminhos de gente
Berço de manhãs, muita alegria ainda nascerá aqui.
Sempre é hora de plantar na terra,
O que o fruto traz construir na luta.
A doce labuta de quebrar os muros
Cantar o mesmo canto, beber do mesmo fel.
Nas manhãs banhar o corpo a sol e sal,
Caminhar nas ruas sempre a libertar
O grito escondido, o amor escondido,
Em corações e em gerações.
Trazer no rosto o cansaço no peito as emoções,
De fazermos sempre um gesto forte em cada mão
Seremos raça e força que arrasta multidões
E olha que esse tempo vem,
De uma cor vermelha cor do coração
Seremos um só povo um só mutirão
Teremos terra e trigo sorrisos e canções
E entre palmeira, vilas e ruas,
Nossos corpos cansados irão repousar.
Latinamente ser, brasileiramente amar, amar.
E ouça lá companheiro e amigo, não espera vem,
Já se toca o sino, já se entoam tantos hinos.
Viva a grande pátria, ò doce mãe gentil.
Terra de sol, terra de sal, terra do mar de anil.
Latinamente ser, livremente está, brasileiramente.
Gravado no LP IV Festival Universitário da UFAL em 1989.
FESTIVAL ALAGOANO DA CANÇÃO NORDESTINA
Promovido pela Rádio Gazeta de Alagoas, dirigido pelo radialista Edécio Lopes, o FACN teve como expoente o Júri, que era composto por artistas renomados:
Guio de Morais – maestro; Carmélia Alves – cantora; Luiz Bandeira - compositor; Claudionor Germano - cantor e Aldemar Paiva - compositor. Nesse festival o Grupo Terra classificou quatro músicas:
Chão Quente – Marcondes Costa e Juvenal Lopes;
Festa na Roça – Marcus Antônio de Barros;
Meu Sertão – José Cavalcante e Marcondes Costa;
Desesperança – Eliezer Setton;
FESTIVAL DA CANÇÃO NORDESTINA
Promovido pela Rádio Difusora de Alagoas, sob a direção do jornalista Haroldo Miranda.
Nesse Festival o Grupo Terra conquistou o primeiro lugar com a balada Pássaro de Prata, de autoria de Carlos Moura e Edson Bezerra.
Já a canção PRELÚDIO Nº. 01, de Chico Elpidio, defendida por Dydha Lyra, classificou-se em segundo lugar.
PÁSSARO DE PRATA
Tenho um pássaro de prata numa gaiola de metal
Quero um dia que ele voe por toda a América do Sul
O seu canto é uma balada clamando por super-heróis
Esperando a madrugada já é hora de nascer
Grito por todos os homens de toda a América do Sul
De Tiradentes a Bolívar que de novo vão nascer
Grite eu quero ver toda gente todo o povo se irmanar
Sem sangue com a gloria nas mãos.
Criança, mulheres, homens, senhoras.
Cantigas de roda, canção de ninar.
Fazendo da história um verso
Invertendo o processo e surgir:
O nascer, o viver, o chorar, o correr, o sorrir.
Todos não apenas alguns.
Gravado no LP Grupo Terra em 1980 e no LP Pássaro de Prata da RDA em 1978.
FESTIVAL CANTA NORDESTE - Rede Globo
Linda Lobo editora de Cultura do Jornal Gazeta de Alagoas, sobre o Canta Nordeste
Festival promovido pela Rede Globo, o Canta Nordeste entra definitivamente, no calendário da música brasileira. Pela qualidade e organização, a semifinal do IV Canta Nordeste levou a delírio a platéia que invadiu o Parque do Cocó, na cidade de Fortaleza(CE), na noite do último sábado, dia 19. O espetáculo trouxe de volta o encanto e a magia dos velhos festivais, numa fusão musical do melhor estilo nordestino, como demonstrou Chico Elpídio e Eliezer Setton, com Serra Pau. Para a cobertura da semifinal, que foi ao ar depois da Escolinha do Professor Raimundo, foram utilizadas seis cameras, mesa de efeitos digitais, levando ao ar a mais alta qualidade de imagens. Segundo J. Raposo, diretor de programação da Globo Nordeste, o Canta Nordeste é o maior festival de música do País em participação e audiência. A prova esta aí, mais de seis mil inscritos, uma transmissão ao vivo para toda a região, atingindo 969 municípios do Nordeste. No Canta Nordeste, Chico Elpídio alcançou o primeiro lugar com a música Serra Pau, e dois segundos lugares com Poder é Querer e Limites em parceria com Eliezer Setton e Edson Bezerra, respectivamente.
FESTIVAL DE MÚSICA DO SESC
Assinado por Chico Elpídio e Geraldo Rebêlo, o blues FUGA EM SERENATA foi defendido no Festival do SESC por Wilma Miranda. Sagrando-se uma das vencedoras, foi escolhida para representar Alagoas no Festival de Música Cidade Canção - FEMUSIC, realizado no período de 27 a 31 de maio/98, em Maringá. O blues encontra-se gravado no CD do I Festival do SESC, bem como no de âmbito nacional produzido pelo SESC do Paraná. Em 1999, classificou no II Festival SESC DE MÚSICA, o bolero Ais de Amor em parceria com Eliezer Setton, defendida por Dydha Lyra, já no IV Festival em 2002, classificou o blues Rogando, defendido por Michele Barsand, que recebeu o prêmio de melhor intérprete

Grupo Terra



Beto Batera, Chico Elpídio, Edson Bezerra, messias Gancho,
Jorginho Quintela, Zailton Sarmento, Eliezer Setton, e Cláudio Carlos.
Grupo Terra foi fundado em 1975, sendo composto só por músicos alagoanos. Tinha as suas composições voltadas para o regionalismo e na cultura popular, realizando pesquisas na busca e valorização dos poetas e compositores alagoanos. Apresentou-se pela primeira vez, no altar do Convento de São Francisco, durante o Festival de Verão, realizado em Marechal Deodoro, em seguida, participou de outros Festivais, tendo como destaque, os Universitários de 1989 e 1990 promovidos pela UFAL, os de Verão, os de São Cristóvão, em Sergipe, os das Rádios Gazeta e Difusora de Alagoas. Todas as músicas gravadas e defendidas pelo Grupo Terra tinham como tema: o povo sofrido do campo, as questões políticas, além de chamar à atenção dos Òrgãos Culturais, sobre a necessidade de preservar a nossa história, através da manutenção dos inúmeros prédios e monumentos históricos, que estavam em total abandono.
Em 1978 o Grupo Terra, gravou o 1º LP, lançado em nível nacional pela Warner Bandeirantes do Nordeste. Três músicas desse disco fizeram parte de trilha sonora das novelas: O MEU PÉ DE LARANJA LIMA - Maria Fumaça, de autoria de Chico Elpídio, Paulo Renault e Eliezer Setton, além de Noite Sertaneja de Marcondes Costa; em ROSA BAIANA - Literatura de Cordel, de José Cavalcante e Marcondes Costa, ambas apresentadas pela TV Bandeirantes. Após ser gravado pelo Grupo Terra, o xote Acordo as Quatro de autoria do psiquiatra Marcondes Costa, foi gravado por Luis Gonzaga tornando-se um dos hinos do Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL
Formado em 1975 por uma iniciativa de Chico Elpídio, estudante de Direito à época, líder do Grupo Musical Som Sete, que tinha como sede o Iate Clube Pajuçara. Logo desenvolveu um trabalho voltado para a cultura popular, procurando apoio nas idéias das bases, o que deu ao grupo mais liberdade e segurança em seus temas.
O Grupo Terra em sua formação inicial oito alagoanos, assim discriminados:
Ø Vocais: Edson Bezerra e Eliezer Setton;
Ø Violão e Vocal: Chico Elpídio;
Ø Baixo: Messias Gancho;
Ø Bateria: Cláudio Carlos;
Ø Percussão: Beto Batera;
Ø Flauta Doce: Jorge Quintella Filho;
Ø Viola de 10 cordas: Zailton Sarmento;
Compõem para o Grupo Terra: Chico Elpídio, Edson Bezerra, Eliezer Setton, Marcondes Costa, Laérson Luis, Paulo Renault e Zailton Sarmento. Todas as músicas tocadas pelo grupo, e que foi um dos objetivos, era o apoio ao compositor alagoano, ou seja, todas as músicas são de autoria dos componentes, ou de compositores alagoanos.
SHOWS REALIZADOS
A primeira apresentação do Grupo Terra aconteceu na cidade de Marechal Deodoro, ao pé do altar do convento de São Francisco em 1975, durante a realização do II Festival de Verão, intitulado TERRA À VISTA.
- III Festival de Verão de Marechal Deodoro em 1976.
- Cidade Antiga – Discordava dos órgãos públicos municipais dos demolimentos dos edifícios e casas históricas em Alagoas.
-Canto Novo – Cantava as raízes do povo e o seu sofrimento.
- Rescordação - em homenagem ao artista alagoano Reinaldo Costa
- Gente das Brenhas - o povo das brenhas.
- Som Brasil (TV Globo) - apresentação no Programa do Roland Boldrim.
- Dia do Trabalho (Ginásio do Colégio Estadual;)
- Festival de São Cristóvão (Sergipe)

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

PERFIL


Chico Elpídio - sou alagoano de Maceió, iniciei minha carreira musical tocando em bailes noturnos. Em 1978 criei o Grupo Terra e gravei o primeiro LP lançado a nível nacional pela Warner Bandeirantes do Nordeste, três músicas desse disco fizeram parte de trilha sonoras das novelas: O Meu Pé de Laranja Lima (Maria Fumaça e Noite Sertaneja) e Rosa Baiana (Literatura em Cordel), ambas apresentadas pela TV Bandeirantes. 
Tive o prazer de participar de vários festivais de música, dentre eles, o Universitário e o Canta Nordeste. O meu primeiro CD foi gravado em 1996, intitulado Duas Caras, em parceria com Almir Lopes, o segundo em 2002 - Dilúvio, ambos, produção independente. Me deram a alegria de gravar minhas músicas os cantores(as): Almir Lopes, Dydha Lyra, Eliezer Setton, Ely Setton, Nara Cordeiro, Wilma Araújo, Wilma Miranda, Michele Barsand, Boroca, Dulce Miranda, Leureny Barbosa, Telma Soares e o Quarteto Vozes. Atualmente trabalho na produção do terceiro CD - Contemporâneos, ao lado do meu atual parceiro Pablo de Carvalho, esperando em breve apresentar esse trabalho ao púbico alagoano.
Reencanto 

Forjado em dor, o meu coração fez pena
Que desencantou; já se retirou de cena
Sonhou demais, secou e pediu as contas
Não olhou pra trás, seguiu o rumo das sombras
A flor de metal, cravada na mão, não faz mais que sangrar
É tempo de estar perdido pela multidão
Mas me vem uma voz profunda, aguda, ê, cantar outro final
Diz pra eu não ligar pro mundo vazio, serpente sem amor
E me chama de menino. –Menino bom
Franzino. – Eu sou a lei
E filho da ilusão.
Manda retomar meu canto. – Olha pra mim!
Caído. – Olha pro céu!
Aos pés da capital
Buquê lunar, cama de estar, cantiga
Rescaldo de céu na voz da paixão que vazou
Querido amor, desfio essa voz serena
Fingida de dor, fingida de Madalena
Chego a chorar, chego a fazer de tonta
Mas guardo algo mais
No peito, na voz, na alma
Isso desigual, no teu coração
Me faz te acalentar, de leve
A cuidar de nossa acomodação
Vem me abraçar aqui, vê! – Já posso ver
Aqui vê. – Uma mulher
Meu dengo, até que enfim!
Deita pra acordar em meu bem. – Amor, amor
Sorrindo. – Quero chorar
Um choro tão feliz
Vem desmandar, e vem bagunçar meu corpo
Perdido enfim no ventre de quem te encontrou

Chico Elpídio e Pablo de Carvalho 















NOVIDADES CONHECIDAS - LARA MELO