quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

De saudosa memória - Juvenal lopes

Juvenal Lopes, carioca de Laranjeiras, veio para Maceió ainda jovem, fixando residência no bairro do Prado. Tive a satisfação de conhecê-lo, graças à interferência de Marcondes Costa, médico psiquiatra, seu parceiro e com quem também faria parceria. 
Falar de Juvenal é lembrar a sua incansável luta para registrar suas composições, o que só ocorreu em 1999, com apoio da Fundação Cultural Cidade de Maceió – FCCM, ao lançar o CD Brinquedo Acabado, ocorrido após o seu falecimento. Dentre as suas criações, destaque para: Chuva Perdida, Pisei no Lírio, Coração Teimoso, essa em parceria com Alves Damasceno e gravada por Noite Ilustrada.
A desatenção para com aqueles que têm na cultura seu projeto de vida é desalentador, além das dificuldades para registrar suas obras, nossos artistas ainda têm de buscar um espaço para comercializar, pois as lojas que poderiam prestar esse serviço, não têm interesse, a exceção é a Banca Zumbi dos Palmares, ou do Aldo, como é conhecida, onde se encontram em primeiro plano todos os CDs produzidos em Alagoas, por apenas R$ 12,00 (doze reais). 

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Hinos a Paisana - Eliezer Setton

Com longo tempo de estrada e público cativado por toda Maceió, o cantor e compositor Eliezer Setton, após o seu terceiro trabalho “Ventos do Nordeste”- retorna inovando, estará lançando em breve “Brasil – Hinos a Paisana”, um cd oriundo de uma incansável pesquisa sobre os hinos brasileiros, que nos reportam a época das fanfarras, dos desfiles escolares e militar. Tive o prazer de ouvir em primeira mão algumas faixas, arranjos muito bem elaborados dando aos hinos uma roupagem popular, mais sem perder a autenticidade. 
Através do Café Brasil, diga-se Luciano Pires, um dos poucos programas que acredita na música de qualidade e traz ao seu público entrevistas inéditas de artistas ainda desconhecidos, mais inovadores, no caso Eliezer Setton. Constatei o entusiasmo do apresentador sobre a importância da pesquisa realizada sobre os mais populares hinos brasileiros e mais que isso o resgate de um passado remoto, visto que o povo brasileiro em sua maioria, não sabe sequer o primeiro refrão do Hino Nacional. Assim inicia o apresentador a sua entrevista:
- Você é da época em que desfilávamos no sete de setembro ao som de fanfarras tocando os hinos nacionais? Não? Que pena… Sim? Então você vai pirar com o programa de hoje! Vamos apresentar a você Eliezer Setton, que vem lá de Maceió com um projeto delicioso: rever alguns daqueles hinos que moram em nossas memórias. Mas desta vez cantando-os “à paisana…”.
Após anos de pesquisa Eliezer recria os hinos seguindo as letras originais e recuperando um pouco de nossa história. Prepare-se para ficar emocionado.
Basta acessar www.lucianopires.com.br/cafebrasil/podcast e ouvir a entrevista completa, outro convite, fazer parte da comunidade Brasil – Hinos a Paisana na página do Eliezer no Orkut.
Após alguns desencontros, consegui conversar um pouco com Setton e saber quais as novidades e projetos para 2010, confiram:
Chico Elpídio – Você está trabalhando em algum novo Projeto?
Setton – O projeto da hora chama-se “Brasil – Hinos à paisana” e como o nome sugere, apesar da “caretice”, trata-se mesmo dos hinos cívicos do Brasil. “À paisana” porque vêm com o acompanhamento de música popular. Ou seja: não vêm com o acompanhamento tradicional das Bandas Marciais (as quais adoramos e aí falo por nós dois, Chico).
Chico Elpídio – O Cd com os hinos dos clubes alagoanos vingou?
Setton – Não, Chico! Não era cd com os hinos dos clubes, não! Era esse cd que eu falei aí na resposta anterior. Acontece que minha idéia é tão inusitada que, a primeira “oiça”, as pessoas nem imaginam o que possa ser. Geralmente perguntam ou entendem outra coisa, tipo você que pensou que seria dos clubes. Tenho um projeto de cd de clube, sim, mas só do meu Azulão do Mutange. Mas, por enquanto, ele está esperando na fila. Depois vai rolar e vai ser capaz de fazer regateanos virar a casaca ou ouvir o disco escondido pra não se entregar rs rs rs
Chico Elpídio – Pretende realizar algum show em 2010?
Setton – Aqui em Maceió? Aberto ao público? Uma produção minha?… Não sei. Vai depender do andar do projeto dos hinos. Digo isso porque eu venho sempre atuando em eventos fechados, principalmente em congressos onde eu participo das solenidades de abertura, cantando o Hino Nacional e de Alagoas, e/ou fazendo show de forró com repertório que canta as coisas de Alagoas.
Chico – Como classifica o nível dos CDs dos artistas alagoanos?
Setton – Nossa diversidade artística possibilita que aconteça de tudo na cena musical alagoana. Não dá pra fazer uma crítica que abranja o pacotão que se produz em Alagoas. Teria que ser uma análise caso a caso. Mas o que importa é que as facilidades pra se produzir e veicular áudio permite que todo mundo mostre a cara. Tem público pra tudo e pra todos, com a vantagem que o público só tem que ser fiel ao seu gosto, podendo dividi-lo e/ou multiplicá-lo infinitas vezes pra abrigar muito artista no espaço-coração-de-mãe, desde que “use rexona”.
Chico Elpídio – Fale um pouco de sua perspectiva em relação ao ano de 2010.
Setton – Até 2009, eu vim me preparando pra ficar rico. Espero fechar este ano preenchendo os últimos requisitos para tal façanha. A partir de 2010, já “contando dinheiro” (que nem cobrador, em pé no corredor do ônibus cheio), após meus primeiros 15 minutos de fama, quero divulgar tudo que já produzi até hoje, me “amostrando” prum Brasil que eu tanto quero conhecer de ponta a ponta, ao tempo em que vou poder por em prática os projetos já pensados, enquanto aguardo os projetos que me ocorrerão.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Confraternização, cambonense.

Almir Lopes, teclado e Anacletum Botinha, voz.
Eis mais uma prova de grande amizade dos que fazem parte da Associação dos Amigos do Cambona. Sábado, 30 de outubro, quase cinquenta associados compareceram ao evento, que comemorou a idade nova dos aniversáriantes dos meses de setembro e de outubro. Foi convidado para alegrar a festa nosso amigo Almir Lopes que teve como "crooner" o grande vascaíno-sambista Botinha, basta olhar na foto a alegria e impolgação do novo astro cambonense. Todos estão de parabéns.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Pra descontrair - no Senado.

Um homem passa pela porta do Plenário do Senado e escuta uma tremenda gritaria:
 Ladrão, Filho da Puta, Agiota, Salafrario, Corrupto, Falsário, Oportunista, Chantagista, Assassino, Traficante, Mentiroso, Vagabundo, Sem Vergonha, Trambiqueiro, Mentiroso de Merda, Vendido, Assaltante...
Assustado, o homem pergunta ao Segurança do Plenário:
O que está acontecendo aí dentro, estão brigando?
Responde o Segurança:
" Não, acho que estão fazendo a chamada."

domingo, 26 de julho de 2009

Diálogos impertinentes

Carta do Dr. Aldo Pacinoto encaminhada ao Dr. Humberto de Freire Luna Filho
Publicada no Estadão - Thu, 04 Jun de 2009
Prezado senhor Humberto.

Sei perfeitamente que os leitores do jornal O Estado de S.Paulo são conserva dores, muitas vezes reacionários,claramente de direita. Mas algumas car tas chegam ao cúmulo do absurdo.
Ontem um leitor disse que a culpa dos erros nas cartilhas do governo do se nhor José Serra é culpa de algum "petista infiltrado" na Secretaria da Educação. Hoje, o senhor faz uma observação completamente equivocada. Não é apenas o presidente americano Obama que elogia o nosso presidente. Os elogios estão vindo de todos os continentes. É o presidente francês, é o presidente sul-africano, o premiê in glês, finlandes, alemã. Só não vê em Lula um grande líder pessoas preconceituosas que ainda o enxer gam como um metalúrgico analfabeto. O senhor deve ser de classe média média ou alta.
Pergunto: o que piorou em sua vida com o governo Lula? O que vai melhorar com o governo Serra? É claro que a classe média não quer enxergar em Lula um presi dente que tem enfrentado crises econômicas internacionais como ninguém.O senhor lê a Economist? O El País? O Le Monde? Se ficar lendo apenas o Estadão e a Veja terá uma visão burguesa e centrada em críticas e mais críticas. Radical. 
O senhor sabe o quanto o atual governo melhorou a vida dos menos favoreci dos? O senhor não quer que ele melhore a vida dos mais pobres? Sou mé dico, não sou petista, sou classe média até digamos alta. Tinha tudo para pensar como os lei tores do Estadão que mandam frases de efeito, às vezes engraçadi nhas, que o jor nal adora publicar. Mas, felizmente, penso exatamente ao contrário desses leito res. Graças a Deus e ao meu pai que me ensinou a olhar a vida sem radicalismos.Atenciosamente.

ALDO PACINOTO - Curitiba

Resposta do Dr.Humberto de Freire Luna Filho 
Publicada no Estadão - 05 Jun, 2009
Prezado colega Aldo (Também sou médico - Neurocirurgião) 

Antes de mais nada quero deixar claro que não sou eleitor do Sr.José Serra, sou apolítico, não filiado a nenhum partido, tenho nojo de politíca e consequente mente, de políticos, principalmente dos atuais. 
Sou a favor sim, dos princípios morais, mas, para meu desapontamento, isso transformou- se em fruta rara nos três Poderes da República no atual go verno. Quero também informar ao colega que leio qualquer publicação e não só O Estado de S. Paulo e a Revista Veja, como também já viajei por meio mundo, portanto vou responder suas indagações com conhecimento, e o que é mais im portante, com a independência de um profissional liberal não comprometido com governo nem com imprensa nem com igreja nem com sindicatos ou com quem quer que seja. 
Quanto à sua pergunta sobre o que piorou na minha vida durante o governo Lula e as possíveis melhoras em um possível governo Serra, eu diria que não houve nem haverá nenhuma mudança. Nem eu quero que haja, porque de go verno, qualquer que seja a tendência ideológica, eu só desejo uma coisa: DIS TÂNCIA. 
Não dependo nem nunca dependi de nenhum deles. Uma outra afirmativa sua é sobre a melhoria da vida dos mais pobres (por conta do bolsa família, ima gino). Minha opinião é que bolsa família não é inclusão social, é esmola, mais pre cisa mente compra disfarçada de votos. O pobre não quer esmola, quer escolas, hos­pitais,ambulatórios que funcionem na realidade. Nos palanques eleitorais já foi dito até que a medicina pública brasileira está próxima da perfeição. Só que a cú pula do governo, quando precisa de assistência médica, dirige-se ao Sirio-Libanês ou ao Hospital Israelita e chega em São Paulo em jatos particulares. O colega, como médico, não deve ignorar essa realidade. 
Na área rural, falta mão de obra porque o dito trabalhador rural virou para sita do governo e não mais trabalha. Para que trabalhar? eu fico em casa e no final do mês o governo me paga. Essa foi a frase que tive que engolir, não faz muito tempo, antes de abortar um projeto em minha propriedade rural que empregaria pelo menos de 50 pessoas. Quando optamos pela mecanização, vem um bando de sindicalistas hipócritas junto com a quadrilha do MST, diga-se de passagem foras da lei e baderneiros, financiados com dinheiro público, dizer que a máquina está tirando o emprego no campo. 
Outro item a que você se refere é sobre a minha observação, completamente equivocada (equivocada na sua opinião), publicada hoje no jornal O Estado de S.Paulo. Pois é, aquela é a MINHA observação e eu espero que o colega a respeite como eu respeitaria a sua se lá estivesse publicada. E mais se você quiser fazer um giro maior, saindo portanto, da esfera do Estadão e da Veja para fugir do con servadorismo dos mesmos, (conservadorismo também opinião sua - respeito) , verá que existem muitas outras publicações minhas dentro do mesmo raciocínio, coerência, independência e coragem que tenho para falar o que quero, e assumir totalmente a responsabilidade pelo dito . Colega, por favor, pesquise os seguintes jornais: Diário de Pernambuco (Recife-PE), Diário da Manhã (Goiânia-GO), Gazeta do Povo (Curitiba-PR) , O Dia (Rio de Janeiro-RJ), Jornal O Povo(Fortaleza- CE) e outros, além de dezenas de sites e blogs. Agora faço a minha primeira pergunta: são todos conservadores e reacioná rios? 
Não! são independentes. Não são parte da imprensa submissa e remunerada com dinheiro público, não fazem pubilicidade da Petrobras, do Banco do Brasil da Caixa Economica Federal, do PAC, e o mais importante, não recebem ordens de Franklin Martins, (o Joseph GoebbelsTupiniquin) , manipulador de informações, prestidigi tador que usa o vulnerável substrato cultural brasileiro, para transformar câncer em voto. E para encerrar, permita-me fazer mais essas perguntas: O The Economist, o El País,O Le Monde etc. informaram a opinião pública européia sobre as dezenas de escândalos financeiros e morais ocorridos no País nos últimos sete anos e que permanecem impunes por pressão do grande lider e asseclas? Infor maram que o Congresso Nacional está tomado por uma quadrilha manipulada pelo Executivo ( 80% envolvidos em algum tipo de delito) e que conseguiram extinguir a oposição? Informaram que a maior empresa brasileira é estatal e ao mesmo tempo usufruto do governo, e que o mesmo tenta desesperadamente blindá-la contra qualquer fiscalização? Informaram que 40% dos ministros e ex-ministros desse governo respondem a processos por malversação de dinheiro público? 
Eu acho que os chefes de estados da Europa não sabem dessas particularida des. Por muito menos estão rolando cabeças no Parlamento Britânico, e com uma grande diferença, o dinheiro lá desviado é devolvido aos cofres públi cos; enquanto aqui parte é rateada; parte é para pagar bons advogados, e outra parte é incor porado ao patrimônio do ladrão. 
Casos exaustivamente comentados na imprensa vem ocorrendo há anos com pelo menos cinco indivíduos que hoje fazem parte ativa da base de sustentação do grande líder. Isso para não falar de coisas mais graves como os assassinatos dos prefeitos de Campinas e de Santo André, envolvendo verbas de campanha. Crimes esses nunca esclarecidos e cujos cadáveres permanecem até hoje no armário do PT. Portanto, ver Luiz Inácio Lula da Silva como um líder é querer forçar um pouco. Para mim, ele não passa de papagaio de pirata de Hugo Chavéz. Veja a sua última pérola: "O Brasil acha petróleo a 6 mil metros de pro fundidade, por que não acha um avião a 2 mil". Isso não é pronunciamento de lí der em um evento público envolvendo dezenas de chefes de estado. Isso cairia bem em reunião de sindicato ou em mesa de botequim. Caracteriza oportunismo vulgar. 
Moro no Brasil, sei ler e não sinto azia quando leio. Não sou preconceituoso nem radical, modéstia a parte, sou esclarecido, e se combater corrupção é radica lismo, aí sim, sou RADICAL, e estou pronto para qualquer coisa como todo nor destino.. . de caráter.

Atenciosamente.
Humberto de Luna Freire FilhoSão Paulo*

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Eça de Queiroz

O sábios escritores já tinham opinião formada sobre os políticos:
"Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão."

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Luis Fernando Veríssimo

Prá bem viver
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca.
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívidas.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é o melhor de tudo e muito melhor do que nada!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Depois de Maiakoski

Duas poesias do grande Maiakoski, poeta russo "suicidado", escrita no século XX, após a revolução de Lenin:

Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima;
Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;
Depois fecharam ruas, onde não moro;
Fecharam então o portão da favela, que não habito;
Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho...

xxx
Na primeira noite, êles se aproximaram 
e colheram uma flor de nosso jardim. 
E não dizemos nada. 
Na segunda noite, já não se escondem, 
pisam nas flores, matam nosso cão. 
E não dizemos nada. 
Até que um dia, o mais frágil deles, entra 
sozinho em nossa casa, rouba nossa lua 
e, conhecendo nosso medo, 
arranca-nos a voz da garganta. 
E porque não dissemos nada, 
já não podemos dizer nada. 

domingo, 5 de julho de 2009

SAUDADES DA PRAÇA


Roberto C. de Menezes, é oriundo de Palmeira dos Índios e Cambonense por opção. Durante a sua adolescência no Cambona, teve como fies parceiros os amigos: Alder Flores, Joseval Pereira e Gabriel Campana, quarteto inseparável, seja: nos estudos, nas festas, nos bate-bola e principalmente nas farras que realizavam, nos relatando momentos inesquecíveis e engraçados, dignos de um livro, se assim fossem registrados os fatos ocorridos à época. Beto, como é chamado entre nós, é casado tem um casal de filhos e no momento preside o Conselho Regional de Odontologia. O texto a seguir foi transcrito da Gazeta de Alagoas, editorial do dia 02 de julho de2009:

Vim do interior do Estado, da querida Palmeira dos Índios, no início da vida, morar em Maceió, por motivos de transferência do meu pai, morar nos fundos (oitão) da Igreja dos Martírios, em frente à Praça dos Martírios. Foi nela, onde comecei a dar os primeiros passos da vida, e viver grandes momentos das fases da infância, adolescência e adulta, junto com grandes amigos, que lá conheci, e que ainda somos até hoje.
Na Praça dos Martírios começamos a aprender o cotidiano da vida e a distinguir, as coisas boas e más, onde nos reuníamos, nas horas vagas, com a turma, em frente à casa do Dr. Aldo Flores, Promotor de Justiça.
As turmas eram divididas por faixa etária, não havia distinção de cor, sexo, facção política ou religiosa, classe social. Eram todas iguais, buscando sempre a amizade e a troca de experiências. Na turma da praça, tinha todo o tipo de ser humano, intelectual, boêmio, anarquista, esquerdista, direitista, centrista e sonhador. Tinha de tudo, mas todos conviviam, sem a malícia da sociedade hoje, sem os vícios dos que perambulam pelas praças de hoje.
Foi na “Turma da Praça”, que aprendemos a gostas de ler, namorar, ir as festas, de jogar futebol com os times de outras praças, de tomar “umas cachaças” com colegas, de saber o que era Democracia e Ditadura e ver colegas idealistas e sonhadores por uma sociedade mais justa, estes sim, tinham idealismo. A maioria dos colegas tinha formação católica, devido a nossa convivência com a Igreja dos Martírios, de onde passaram vários freis, de conservadores a progressistas. Mas também tinham ateus,materialistas, espíritas, evangélicos e as mais diversas tendências religiosas. E quando juntavam todos era um verdadeiro culto ecumênico.
Na pequena garagem de minha casa,onde meus pais moravam, tinha um cursinho chamado de “Boa Esperança”,onde os professores eram os mesmos freqüentadores da praça. O curso era coordenado pelo meu querido irmão Denisson Menezes (morto em Cuba),preso político à época, onde foi barbaramente torturado,com outros colegas como o Denis Agra, Breno Agra (falecidos), Jeferson, Fernando, Flávio(juiz de Direito), por defenderem uma sociedade mais justa, que nos ensinavam Biologia, conhecimentos gerais e também a ser gente.
Como também outros bons companheiros que nos instruíamos, contribuindo com vários colegas a ingressarem em faculdades e concursos públicos.

domingo, 21 de junho de 2009

Aconteceu no Governo Gaisel - 1974 a 1979

Vlado Herzog

Nascido na Croácia, parte do reino unido da Iugoslávia, naturalizado brasileiro, conhecido como Vlademir, foi jornalista, professor e dramaturgo. Tornou-se famoso pelas consequências que teve de assumir, devido suas conexões com o movimento de resistência contra o regime do Brasil e pela sua ligação com o Partido Comunista .
Sua morte causou impacto na ditadura militar brasileira e na sociedade da época, marcando o início de um processo pela democratização do país. 
Era formado em Filosofia, trabalhou em importantes ógãos de imprensa no Brasil, notavelmente no "O ESTADO DE SÃOPAULO, em 1970, assumiu a direção do departamento de telejornalismo da TV CULTURA.

Prisão e Morte
Em 24 de outubro de 1975, agentes do II Exercito o convocaram para prestar depoimento sobre as ligações que mantinha com o Partido Comunista Brasileiro, o que era proibido pela ditadura. No dia da convocação compareceu, entretanto, o seu depoimento foi obtido por meio de tortura. No dia seguinte, 25 de outubro, foi encontrado enforcado com o cinto de sua própria roupa.

Pós-morte
Vlademir era casado com a publicitáia Clarice Herzog, com quem tinha dois filhos, entretanto, após sua morte passou por maus momentos e teve que contar aos filhos ainda pequenos o que havia ocorrido com o pai. Três anos depois, consegui que a União fosse responsabilizada, de forma judicial, pela morte do esposo. 
Ainda sem se conformar,dizia:
"Vlado contribuia muito mais para a sociedade se estivesse vivo"
A norte de Valdemir Herzog impulsionou fortemente o movimento pelo fim da ditadura militar brasileira. Após sua morte, grupos intelectuais atraves de jornais, atores no teatro, além do povo nas ruas, se empenharam na resistência contra a ditadura no Brasil. 
Em 1976, Gianfrancesco Guarniere escreveu PONTO DE PARTIDA, espetáculo teatral que tinha o objetivo de mostrar a dor e a indignação da sociedade brasileira diante do ocorrido, segundo Guarniere:
[...] Poderosos e dominados estão perplexos e hesitantes, impotentes e angustiados.

Contendo justos gestos de ódio e revolta, 
Taticamente recuando diante de forças transitoriamente invencíveis. 
Um dia os tempos serão outros. 
Diante de um homem morto, todos preisam se definir. 
Ninguém pode permanecer indiferente. 
A morte de um amigo é a de todos nós. 
Sobre tudo quando é o Velho que assasina o Novo.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Depois de Maiakoviski

Seguindo o mesmo tema do grande poeta russo Maiakovski,
assim escreveu - BERTOLD BRECHT (1898 - 1956)

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não sou negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não sou operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho o meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Pérolas dos nossos jogadores de futebol

Mengálvio, ex-meia do Santos, em telegrama à família quando em excursão à Europa:
"Chegarei de surpresa dia 15, às duas da tarde, vôo 619 da VARIG."

Jardel, ex-atacante do Grêmio de Porto Alegre:
"Que interessante aqui no japão só tem carro importado."

Dunga, técnico da Seleção Brasileira de Futebol, em entrevista ao programa Terceiro Tempo:
"As pessoas querem que o Brasil vença e ganhe."

Jardel, ex-atacante do Grêmio de Porto Alegre:
"Eu, o Paulo Nunes e o Dinho, vamos fazer uma dupla sertaneja."

Souza, meio-campo do São Paulo, em uma entrevista ao Jogo Duro:
"O novo apelido do Aloísio é CB, Sangue Bom."

Fabão, na primeira entrevista ao chegar no Flamengo:
"A partir de agora o meu coração só tem uma cor: vermelho e preto."

Claudiomiro, ex-meia do Inter de Porto Alegre, ao chegar em Belém do Pará para disputar uma partida contra o Paysandu, pelo Brasileirão de 72:
"Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo nasceu."
 
Ferreira, ex-ponta esquerda do Santos Futebol Clube:
"No México que é bom. Lá a gente recebe semanalmente de 15 em 15 dias."

terça-feira, 9 de junho de 2009

As gafes do Presidente Lula

Falando aos atletas paraolímpicos:
"Estou vendo aqui companheiros portadores de deficiência física.
Estou vendo o Arnaldo Godoy sentado, tentando me olhar, mas ele não pode me olhar porque ele é cego. Estou aqui à tua esquerda, viu, Arnaldo! Agora, você está olhando pra mim... "
Fonte - Site da Radiobras, 27/06/2003. 

"Estou com uma dor no pé, mas não posso nem mancar, para a imprensa não
dizer que estou mancando porque estou num encontro com os companheiros portadores de deficiência."
Fonte - Unifolha de Campo Grande, 02/12/1002 e Tribuna da Imprensa, 04/12/2003. 

"O objetivo (desta competição) é conquistar vagas para os jogos paraolímpicos de Antenas (sic), em 2004,
nas modalidades basquete, vôlei masculino e feminino e adestramento. 
E aumentar a quantidade de vagas em atletismo, natação, ciclismo e esgrima."
Todos vocês vão competir a uma vaga para Antenas (sic)?
E quem é que acha que vai ganhar?
Levante a mão aí para ver'.
Fonte - Unifolha, 02/12/2003

Em discurso na Confederação Nacional da Indústria:
"Não tem geada, não tem terremoto, não tem cara feia.
Não tem Congresso Nacional, não tem um Poder Judiciário.
Só Deus será capaz de impedir que a gente faça este país ocupar o lugar de
destaque que ele nunca deveria ter deixado de ocupar."

Em reunião de Chefes de Estado em Londres, onde o regime é Parlamentarista e o mandato do primeiro-ministro não tem prazo para acabar: 
"Daqui a dois ou três anos possivelmente não estaremos aqui, talvez sejam outros.
E nem será o Tony Blair que estará convidando, será outra pessoa." 
Fonte - O Globo, 15/07/2003 e jornais do mundo inteiro 

Falando no lançamento da campanha "O melhor para o Brasil é o brasileiro", em 19 de julho de 2004:
"Em qualquer lugar do mundo que eu vou,  eu tenho que levar flores ao túmulo do herói nacional. 
No Brasil não tem."
Fonte - Site da Radiobrás e vários jornais .

Falando à Cúpula das Américas em Monterrey, em 13 de janeiro de 2004:
"Estou otimista porque estamos reduzindo as taxas de interesses dentro do Brasil."
Obs.: 'Tasa de interés' significa, em espanhol, taxa de juros.
'Taxas de interesse não significa nada em língua alguma.
Fonte - Estadão -13 de janeiro de 2004

domingo, 7 de junho de 2009

Frases impertinentes

SACOLAS
O mundo produz sacolas plásticas desde a década de 1950. 
Sacolas plásticas são leves e voam ao vento. 
Por isso, elas entopem esgotos e bueiros causando enchentes, sendo inclusive, encontradas até no estômago de tartarugas marinhas, baleias, focas e golfinhos mortos por sufocamento. 
Como não se degradam facimente na natureza, grande parte delas ainda vai continuar por mais de 300 anos em algum lugar do planeta.

REVISTA ISTO É
O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama só disse que Lula é o CARA, porque não conheçe o Renan Calheiros.

A GASTANÇA DOS MILITARES
A despesa das Forças Armadas cresce 300%. 
Em defesa? Não, em hotéis, apartamentos funcionais, restaurantes, choperias e festas. 
Nada mais, nada menos do que R$ 3,5 milhões de reais, foi o total de gastos com cartões corporativos das três Forças Armadas e do Ministério da Defesa desde 2006.

CINISMO
Frase de Sérgio Moraes, relator do processo de cassação do deputado Edmar Moreira, que escondeu um castelo de 25 milhões de reais do Fisco:
"Estou me lixando para a opinião pública! Vocês batem, batem e nós nos reelegemos mesmo assim."

Da Ex-ministra e atual Senadora pelo PT Marina Silva, sobre a Amazônia
A Floresta Amazônica não pode, ela própria, entrar na Justiça contra os desmatadores. 
Nós é que temos de fazer isso.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

THE GOOD, THE BAD AND THE UGLY

Não deixe de ouvir a nova versão da música tema de um dos melhores filmes de bang bang já produzidos.

domingo, 31 de maio de 2009

Hora de despertar

Anos atrás, quando os artistas alagoanos peregrinavam nas rádios pedindo aos discotecários, hoje programadores, para executarem seus discos, a resposta era inevitável: 
“o som não é muito bom, não tem qualidade.” 
Essa história começou a ser mudada, quando nossos artistas tiveram a oportunidade de gravar em CD e os programadores, alguns por conta própria: Amarivaldo, Rui Agustinho, ambos da Educativa, começaram a divulgar e valorizar a prata da casa.
Ultrapassado esse primeiro obstáculo, mesmo estando afastado do meio musical alagoano, tenho adquirido e ouvido os trabalhos dos nossos artistas. Observei nos CDs daqueles que procuram gravar "os compositores da terra", a inclusão de no máximo três músicas no repertório e com raríssima excessão. 
Ora, o que esperam nossos intérpretes ao regravarem músicas já consagradas de compositores como Chico Buarque, Tom Jobim e Djavan? 
- Reconhecimento nacional ?, ou um comentário elogioso, ou até quem sabe, uma crítica mais contundente de um observador atento a essas inusitadas situações? É possível qualquer uma das respostas.
Esquecem nossos cantores, que esse procedimento é nefasto ao atual movimento musical alagoano e em nada ajuda aos nossos compositores, basta ouvir os CDs de: Junior Almeida, Macléim, Eliezer Setton, Ibys Maceió e outros, que só gravam músicas de sua autoria.
O momento musical alagoano é impar e a cada dia surgem novos talentos, por exemplo, a banda de regue Vibrações, uma das vencedoras do Festival de Música dos Sesc, que nas suas apresentações tocam composições própias. 
Porque nossos cantores não seguem esse exemplo? Estamos cansados de ouvir sempre os mesmos convites: 
Fulano de Tal canta Chico Buarque no Bar da Maria Fulô! 
Falta criatividade, será que ainda não cansaram de serem tão repetitivos? 
É preciso criar uma identidade própria, ter alta estima - ser criativo, até porque quando alguém quer ouvir Chico, Djavan e outros, ouvirão com certeza, em seus aparelhos de DVD, os próprios. 
Daí surge o meu questionamento: 
Porque não fazer apresentações com músicas dos nossos compositores e mostrar um trabalho qualitativo, cada um mostrando a sua própria cara, onde a mistura seria perfeita: intérpretes e compositores alagoanos - juntos. 
Só assim, aqueles que não acreditam no poder da nossa música, com certeza mudariam de idéia. 
É jogar pra ver o resultado, eu particularmente acredito.

sábado, 9 de maio de 2009

Família do Gandaia- Clóvis

Conheço Clóvis, desde menino na casa do saudoso João Gandaia e Dona Amélia. Lar onde muito frequentei e me tornei amigo de Fausto, negro alto, zaqueiro arrepiador, entretanto a sua maior referência era a Matemática e a paixão por Maria, sua atual esposa. Logo fez vestibular de Engenharia, passou, não gostando optou por Matemática. Outras queridas amigas que formam a família Gandaia, as professoras Lourdes, Nazareth e Carmem, além de Rosinha que foi resideir em SãoPaulo e o nosso companheiro Clóvis, como se vê, todos voltados para a área da educação. 
Convivendo entre tantos professores, Clóvis aprendeu a gostar dos livros e logo ao terminar o Colegial, hoje segundo grau, fez concurso para o INSS, sendo facilmente aprovado. Casou-se, teve um filho e mantinha uma vida regular: cervejinha, bate bola, batuque de mesa, etc. 
Agora pasmem, sem ter, nem pra que, nosso personagem bandonou o INSS, não se sabe o por que, e hoje passa por situações vexatórias. Nos dá uma enorme tristeza, vê-lo no estado em que se encontra. Descalço, mal vestido, com fome, pigarreando, neste sábado, 9 de maio, um gesto me marcou, presenciei nosso companheiro Guedes entregar duas sacolas com alimentos; já outro dia, Alder Flores lhe doou bermudas, camisas e uma chuteira, pra que ele participasse do racha, o que já aconteceu, entretanto, sua saúde debilitada não lhe oferece muitas condições. 
Vamos ajudá-lo no que pudermos, pois alí encontra-se um SER que tudo teve pra ser feliz, mais a bebida, o cigarro, enfim o vício falou mais alto. 
Deus o proteja.

terça-feira, 3 de março de 2009

A Procura

Ah! seu eu soubesse, se eu sonhasse ...
Nao soube, nao sonhei. 
Nessa existencia é necessário saber, para depois sonhar, 
Saber decifrar os misterios das pessoas e os seus.
Sonhar, o sonho dos felizes e imaginá-los como sendo seus,
Alcançar a sabedoria dos que sabem bem viver.
Sonhar com uma bela canção, 
Com uma bela visão.
Sonhar com a beleza de uma poesia.
É dificil sonhar, é dificil saber,
No entanto é preciso. 

A PROCURA, poema de Alder Flores, criado em 02 de março de 2009 agora levado ao conhecimento do público alagoano. Flores é advogado ambientalista e cambonense da gema. Vivendo entre a Praça dos Martírios e o Mutange, teve a oportunidade de conviver com personagens inesquecíveis: as irmãs Laura e Judite Dantas, Guiomar Gouveia, professor Grangeiro pioneiro na criação de cursinho, compositor Antônio Paurilho, maestro Ferreira e outros, fez despertar o seu lado poético adormecido. Novos poemas serão publicados.
O espaço POEMAS, POESIAS E CONTOS, foi criado para os companheios que formam a família cambonense, postarem sua obras literárias.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Poemas de um aprendiz de verso em prosa

O autor do polêmico Manifesto Sururu, após longa ausência dos palcos reaparece com um novo trabalho, o cd Labirinto da Solidão – Poemas de um Aprendiz de Verso em Prosa, recitados pelo ator José Márcio Passos, com sonoplasta de Jurandir Bozo, além das participações especiais dos músicos: Tony Augusto – Guitarra, Josélio Rocha – Violino, José Rocha Batista – Violoncelo e Raissa Bandeira (sussurros), responsáveis pelo efeitos inesperados, as vezes harmônicos, outras nem tanto, mais sempre em sintonia com o poema. O fato lamentável deve-se a produção que inusitadamente esqueceu-se de registrar o nome do artista na capa e no encarte do cd, realmente um fato nunca visto, entretanto, esquecimentos a parte o trabalho é digno de elogios.
Labirinto da Solidão

O dia lhe acordou suspenso
E no sonho havia um pedaço de luz solto no mundo
E então, ele fez um buraco na noite
Vazou do sonho e se enveredou a colorir o mundo.
De azul pintou as portas
De verde as janelas das casas tristes
Os telhados, luz da cor do sol
E nas ruas, antes de estender um tapete de flores
Estampou uma nesga de vento sob a luz do sol
O mar deixou como estava
E convocando crianças e velho se fez pai dos órfãos
Acalmou os loucos
E completando as palavras das estórias tristes
Aqueceu contos e silenciosamente
Espalhou sonhos debaixo das portas.
Depois de estar muito cansado
E da certeza de ter a sala farta em vinhos,
Descosturou os rombos da noite, voltou ao sonho
E se prostou a dormir, quase anjo
Pois era assim, era assim que deveria estar o mundo
Quando a amada ao escutar o silêncio dos lobos
Acordasse da noite e resolvesse conhecer a terra de seu corpo.
Para adquirir o cd Labirinto da Solidão – Poemas de um Aprendiz de Verso em Prosa é só acessar e solicitar através dos emails: bezerra57@hotmail.com ou bezerra57@yahoo.com.br

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

PESSOAS DE COR

Assista o vídeo.

POEMAS, POESIAS E CONTOS

SE OUTRA VIDA HOUVER
Se outra vida houver, não quero ser água poluída, nem mar afogando rio.
Não quero ser fogo destruidor, sarça ardente incinerando estio.
Não quero ser fruto, nem semente.
Sequer desejo ser flor, nem rosa, nem margarida.
Se outra vida houver, quero ser apenas a estrela menor
De uma galáxia qualquer,
Mesmo entre os cosmos, perdida,
Extraviada entre os planetas, seja lá onde for.
Contanto que possa escutar poetas falando de amor.
Se outra vida houver, poema de Alder Flores, criado em 1996 e só agora levado ao conhecimento do público alagoano. Flores é advogado ambientalista e cambonense da gema. Vivendo entre a Praça dos Martírios e o Mutange, teve a oportunidade de conviver com personagens inesquecíveis: as irmãs Laura e Judite Dantas, Guiomar Gouveia, professor Grangeiro pioneiro na criação de cursinho, compositor Antônio Paurilho, maestro Ferreira e outros, fez despertar o seu lado poético adormecido. Novos poemas serão publicados.

NOVIDADES CONHECIDAS - LARA MELO