sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Meus queridos e inesquecíveis parceiros

Com muita observação, insistência e por que não dizer, determinação, passei parte da minha adolescência observando e acompanhando os grandes compositores alagoanos, pois meu sonho era compor nem que fosso uma unica música. Entre os vários compositores que faziam sucesso à época, Antônio Paurilho, era o mais famoso no meio artístico, autor do bolero Ansiedade, gravado por Alcides Gerard, pra meu deleite, residia próximo a minha casa, para compor utilizava o piano.
Juvenal Lopes, autor de Pisei no Liro e Maceió, músicas nacionalmente conhecidas, gravadas por Marinês e Noite Ilustrada, respectivamente. Fui apresentado a Juvenal pelo amigo Marcondes Costa, que já era seu parceiro, o que proporcionou ao Grupo Terra a oportunidade de gravar e defender nos festivais, algumas de suas composições.
Reinaldo Costa, músico integrante do quadro de artista da Rádio Difusora de Alagoas, autor de Rescordação, baião gravado por Marinês e sua gente. Marcondes Costa, autor de Acordo as Quatro, música gravada por Luis Gonzaga e Grupo Terra, utilizada posteriormente como tema do Mobral, com quem em um futuro próximo, tornei-me parceiro. Como se pode observar, iniciei meu aprendizado com os mestres regionais, posteriormente, curioso querendo alcançar novos horizontes, começei a admirar Edu Lobo e Tom Jobim, a cada música ouvida, surgia uma agradável surpresa nas harmonias.

Meus Parceiros
Geraldo Rebêlo foi o meu primeiro, timidamente iniciamos a compor. Nossa primeira parceria foi Estrelinha, depois Bem Devagar e Onde eu me encontro; lentamente fomos fisgados pela bossa nova, assimilamos as novas harmonias e continuamos em busca de idéias e caminhos musicais diferentes, o que resultou em mais de vinte composições, nos motivando a gravar o CD Dilúvio.

Paulo Renault, grande amigo, tivemos uma amizade muito fraterna, era um letrista de idéias arrojadas. Montamos o show, Maceió, cidade aberta, com músicas minhas em parceria com Geraldo Rebêlo e textos do próprio Paulo  Renault. O show foi apresentado várias vezes nos Teatros: Arena e Deodoro, causando excelente repercussão no meio cultural alagoano. Paulo Renault faleceu em 19 de novembro de 2003.

No Colégio Moreira e Silva, onde cursei o último ano do antigo colegial, conheci Teógenes Rocha, dono de uma voz poderosa, com quem tive momentos de criação romântica, dentre tantas, destaco Sempre Assim, gravada por Nara Cordeiro.

Edson Bezerra, meu brother, sempre atento aos movimentos populares, me incentivou para com César Rodrigues, musicássemos a letra Canto do Chão, texto revolucionário, que posterioemente nos daria o primeiro lugar no 3º Festival Universitário, promovido pelo DCE/UFAL. Ainda musiquei as letras: Luana, Mundaú, Dilúvio e Limites, que alcançou o segundo lugar no 2º Canta Nordeste regional.

 Eliezer Setton, filho do Setton Neto, ex Rei Momo, integrante do quadro de artistas da Rádio Difusora; com Setton compus músicas para o Grupo Terra, dentre as mais conhecidas: Raízes, Poder é querer e Serra Pau, vencedora do 1º Canta Nordeste regional, o que nos levou a disputar com os vencedores de todos os estados nordestinos.


Pablo de Carvalho, meu atual e inesperado parceiro; após o incidente, em que perdi o dedo anular, por ele incentivado,  voltei a compor, já são mais de quinze músicas, que em breve farão parte do CD Contemporâneos..
Em gratidão as esses maravilhosos parceiros e amigos, disponibilizei para "download" todas as músicas dos CD's: Duas Caras, Dilúvio, do LP do Grupo Terra e outras gravadas por artistas alagoanos: Wilma Araújo, Leureni, Dydha Lyra, Eliezer Setton, Telma Soares, Nara Cordeiro, Ana Costa, Dulce Miranda e outros.
As músicas encontram-se disponíveis logo após o Arquivo do Blog.

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Lembranças do Grupo Terra


Para os que têm saudade do Grupo Terra e principalmente aos fãs que conviveram e acompanharam o trabalho do grupo desde o início, como nosso padrinho e amigo Cavalcante Barros. 
Na foto estão presentes os primeiros componentes do Terra, em pé: Nelson, Zailton, Marcus Vagareza e Chico Elpídio, sentados: Claudio Batera, Paulo Renault e nosso incentivador, Cavalcanti Barros.  
O registro deve-se ao convite que tivemos do Vice-Governador, Antônio Gomes de Barros, para visitá-lo no Palácio Floriano Peixoto, após ter assistido nossa primeira apresentação no Festival de Verão, realizado na Cidade de Marechal Deodoro. Também fazia parte do grupo, o baixista Gancho, posteriormente os compositores e cantores Eliezer Setton e Edson Bezerra, além de Beto Batera e Jorginho Quintella.

domingo, 7 de novembro de 2010

De Brasília ao Nordeste – Viajando no Forró

Não vai demorar muito para o compositor alagoano Geraldo Rebêlo, lançar o seu segundo trabalho cantando o nordeste brasileiro. Serão dez faixas, exaltando as belezas naturais de cada estado nordestino, onde serviu como Oficial do Exercito Brasileiro. De Brasília ao Nordeste, um verdadeiro forró pé de serra, pra se ouvir ou dançar agarradinho. Todas as músicas e letras, com exceção de Lagoas, parceria com Chico Elpídio, são de sua autoria:

Lagoas 

Ah! Se uma lagoa me abrigasse e desse espaço pró meu povo 
Fazer suas festas de ano novo trazendo a menina que me amasse... 
E se houvesse em seus olhos o sonho de terras distantes e sem lagoas 
Eu lhe mostraria nas canoas toda a poesia que restasse... 
Desse mundo que acaba nas ladeiras 
Da cidade descrente da nova ilusão 
Que haveria no rosto das pessoas 
Se houvesse em todo lugar lagoas... 

Lagoas já tenho em minha vida nascida de tantos dissabores 
Sereno reflexo minhas dores da lua sobre as águas diluídas 
                                                             Havendo lagoas tenho peixes e mangues e muitos caranguejos 
                                                                        E posso plantar os meus trapiches sonhando e revivendo os meus desejos 
Nesse mundo que esbarra nas porteiras 
Da cidade silente da nova ilusão 
Que haveria no porto das canoas 
Se houvesse em cada desamor lagoas. 
Se houvesse em todo lugar lagoas... 

Chico Elpídio e Geraldo Rebêlo


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Chico Buarque


Na noite desta quinta-feira, dia quatro de novembro, o compositor e escritor Chico Buarque de Holanda, recebeu o Prêmio Jabuti, o mais tradicional da literatura brasileira. Seu livro Leite Derramado lançado pela Companhia das Letras, ficou em segundo lugar na categoria Romance Jabuti – a primeira colocação foi para "Se eu Fechar os Olhos" do escritor Edney Silvestre. Luis Fernando Veríssimo, colaborador do Estado de São Paulo, com "Os Espiões", lançado pela Objetiva, foi o terceiro colocado.
Chico Buarque já havia vencido em outras edições do Jabuti, ganhando o prêmio máximo: a primeira em 1992 , por Estorvo e depois em 2004, por Budapeste.





quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Frases Impertinentes

"O amor é finalmente um embaraço de pernas,
Uma união de barrigas,
Um breve temor de artérias.
Uma confusão de bocas,
Uma batalha de veias,
Um reboliço de ancas,
Quem diz outra coisa, é besta.!"
Gregório de Matos - poeta brasileiro.


"A loucura é algo raro em indivíduos - mas em grupos, partidos, povos e épocas é a norma."
Friedrich Nietzsche - do livro Além do bem e do Mal.


"Tudo em ti foi naufrágio."
Pablo Neruda, in "A Canção Desesperada"


"Meu tempo é quando"
Vinícius de Moraes - poeta brasileiro.



NOVIDADES CONHECIDAS - LARA MELO