quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Manifesto Sururu

Edson Bezerra, o autor.
O manifesto sururu quer muito pouco. 
Quem sabe um pouco mais do que exercitar um certo olhar: um olhar atento por sobre as coisas alagoanas. O manifesto sururu não quer apostar e nem pousar em outras imagens. 
O que ele procura é exercitar olhos e sentidos por sobre (e dentre) antigas e permanentes imagens das coisas alagoanas: olhar primeiramente os canais que interligam as lagoas e os rios. 
Os canais sempre foram as nossas pontes e disto já o sabia Octávio Brandão. 
O manifesto sururu também fala da fome. Não da fome comum, mas da fome de devorar as Alagoas.
Contra as derrapagens de uma modernidade vazia, uma outra assinalada de coisas alagoanas.
Novas rotas. Rotas alagoanas: de canais e lagoas, sobretudo.

Tchello d’Barros 
Aqui uma lúdica intertextuallidade com o Manifesto Sururu, esse breviário de saberes, falares e viveres, que você trouxe à tona numa linguagem poética impregnada de essências alagoanas, de ancestralidades, de elementos arquetípicos dessa terra, dessa gente. 
Seu manifesto é também uma desiderata, uma narrativa que resgata o lado até mesmo atávico da civilização que se desenhou nesta região de antigas sesmarias, o lado oposto das transculturizações - principalmente ianques - que descaracterizam o que cada povo tem de mais original, autóctone e autêntico.

Mácleim
Se você foi capaz de ter sentido, nas doses homeopáticas retiradas do texto do Edson Bezerra, o gostinho salgado e a textura fluida da alma e da lama lagunar das Alagoas, com certeza, vai querer conhecer, na íntegra, o Manifesto Sururu para a consolidação de uma nova postura diante da cultura Caeté.