domingo, 11 de janeiro de 2009

Poemas de um aprendiz de verso em prosa

O autor do polêmico Manifesto Sururu, após longa ausência dos palcos reaparece com um novo trabalho, o cd Labirinto da Solidão – Poemas de um Aprendiz de Verso em Prosa, recitados pelo ator José Márcio Passos, com sonoplasta de Jurandir Bozo, além das participações especiais dos músicos: Tony Augusto – Guitarra, Josélio Rocha – Violino, José Rocha Batista – Violoncelo e Raissa Bandeira (sussurros), responsáveis pelo efeitos inesperados, as vezes harmônicos, outras nem tanto, mais sempre em sintonia com o poema. O fato lamentável deve-se a produção que inusitadamente esqueceu-se de registrar o nome do artista na capa e no encarte do cd, realmente um fato nunca visto, entretanto, esquecimentos a parte o trabalho é digno de elogios.
Labirinto da Solidão

O dia lhe acordou suspenso
E no sonho havia um pedaço de luz solto no mundo
E então, ele fez um buraco na noite
Vazou do sonho e se enveredou a colorir o mundo.
De azul pintou as portas
De verde as janelas das casas tristes
Os telhados, luz da cor do sol
E nas ruas, antes de estender um tapete de flores
Estampou uma nesga de vento sob a luz do sol
O mar deixou como estava
E convocando crianças e velho se fez pai dos órfãos
Acalmou os loucos
E completando as palavras das estórias tristes
Aqueceu contos e silenciosamente
Espalhou sonhos debaixo das portas.
Depois de estar muito cansado
E da certeza de ter a sala farta em vinhos,
Descosturou os rombos da noite, voltou ao sonho
E se prostou a dormir, quase anjo
Pois era assim, era assim que deveria estar o mundo
Quando a amada ao escutar o silêncio dos lobos
Acordasse da noite e resolvesse conhecer a terra de seu corpo.
Para adquirir o cd Labirinto da Solidão – Poemas de um Aprendiz de Verso em Prosa é só acessar e solicitar através dos emails: bezerra57@hotmail.com ou bezerra57@yahoo.com.br

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

PESSOAS DE COR

Assista o vídeo.
video

POEMAS, POESIAS E CONTOS

SE OUTRA VIDA HOUVER
Se outra vida houver, não quero ser água poluída, nem mar afogando rio.
Não quero ser fogo destruidor, sarça ardente incinerando estio.
Não quero ser fruto, nem semente.
Sequer desejo ser flor, nem rosa, nem margarida.
Se outra vida houver, quero ser apenas a estrela menor
De uma galáxia qualquer,
Mesmo entre os cosmos, perdida,
Extraviada entre os planetas, seja lá onde for.
Contanto que possa escutar poetas falando de amor.
Se outra vida houver, poema de Alder Flores, criado em 1996 e só agora levado ao conhecimento do público alagoano. Flores é advogado ambientalista e cambonense da gema. Vivendo entre a Praça dos Martírios e o Mutange, teve a oportunidade de conviver com personagens inesquecíveis: as irmãs Laura e Judite Dantas, Guiomar Gouveia, professor Grangeiro pioneiro na criação de cursinho, compositor Antônio Paurilho, maestro Ferreira e outros, fez despertar o seu lado poético adormecido. Novos poemas serão publicados.

NOVIDADES CONHECIDAS - LARA MELO