sábado, 31 de dezembro de 2011

ALVOROÇO


Tornara-se habitual vê-lo passar nas manhãs ensolaradas de domingo - sob o olhar reprovador dos pais de família - rumo à praia do Castelinho, na Avenida da Paz, num passo descansado, deliciando-se com uma suculenta fatia de melancia, seguido por Rex, seu cão amigo. Resumia-se seu vestuário a uma curtíssima tanga. À mostra uma excêntrica tatuagem no ombro e o corpo esguio, talhado pela prática do esporte e besuntado com óleo de amêndoas. Sua reputação no bairro não era das melhores; seu espírito inquieto e trocista fez com que Tião caísse no descrédito, embora fosse para o inconformismo de muitos, um aplicado acadêmico do curso de medicina. 
  Morávamos próximo um do outro, na Rua General Hermes, bairro do Cambona, mas não éramos amigos. Havia entre nós uma diferença na idade de quase uma década. Possuidor de um espírito anarquista, Tião pregava abertamente suas idéias incendiárias e obstinadas pelo tumulto, e seu maior prazer era conturbar o sossego público. 
 Certo dia deu causa, sem medir as conseqüências, a uma “atividade lúdica” que por pouco não terminou em tragédia. Na companhia de sua patota, regalou-se de cervejas no Bar Caninha e rumou para o conjunto de três caixas d’água na Ladeira do Mirante, no bairro do Farol, para dar início a uma de suas insólitas patuscadas. O desafio era saltar de uma caixa d’água à outra, que distam alguns metros entre si, medindo cada uma cerca de trinta metros de altura. Galgaram uma escada estreita e de ferro, em forma de caracol, até chegaram ofegantes ao topo de uma das estações elevatórias, onde o grupo deparou-se com a beleza de um céu indescritível. Acomodaram-se deitados para recuperar a falta de fôlego devido à escalada. 
  O silêncio adotado enquanto fumavam liamba adquiriu um ar solene, permitindo que todos, deslumbrados, observassem o esplendor do firmamento naquela noite suntuosa. Em estado de êxtase, viam-se diante de um vitral natural, pontilhado de estrelas, expressão de uma obra de arte cujo autor é o mais laborioso dos arquitetos. 
  Lá do alto podia-se avistar uma panorâmica privilegiada do cinturão d’água que circunda o litoral sul de Maceió. De um lado, o mar, com seu infinito horizonte iluminado pela incidência de uma lua cheia e, de outro, as águas turvas da lagoa Mundaú. Aquele recanto era ideal para a prática do amor e das libações alcoólicas do grupo, a contar com a conivência do vigia daquele espaço público que aceitava como pagamento do suborno, uma garrafa de cachaça. 
  Tião deu início, então, à brincadeira: “Araruta, araruta, quem não saltar para a outra torre, é filho da puta”. E zás, pulou, no que foi seguido pelos demais. Ninguém ousou ficar de fora, exceto as garotas, a quem incumbiram de pedir proteção a Deus para que todos terminassem ilesos. Não se tem notícia de alguém que tenha despencado lá de cima. Exceto um que, em outra oportunidade, num gesto solitário e isolado, tentou o suicídio. Foi o garoto Fred. Mas neste caso emblemático, operou-se um milagre: Fred não morreu, mas traz encravado no corpo um aleijão (manca de uma perna) que o destino lhe impôs para o resto da vida. Após ser reprovado no colégio, o pai resolveu puni-lo, matriculando-o num internato da Bahia. Inconformado com a desproporcionalidade da sentença e com a aproximação da data de sua partida, o menino saiu cedo de casa, decidido a ir para o outro mundo. Foi num fatídico domingo, à tardinha, durante a missa rezada pelo cônego Hélio, na igreja de Santa Terezinha: “Perdoai-vos uns aos outros assim como eu vos tenho perdoado...” A queda foi amortecida pelo lixo amontoado no entorno das torres, o que foi suficiente para lhe salvar a vida. O incidente surpreendeu a todos, sobretudo os pais que, cheios de culpa, trataram logo de revogar o veredicto. Passado o susto e certificados de que Fred não corria risco de vida, os amigos lhe puseram a alcunha de “duro na queda”, que perdura até hoje. 
 Ao descer da torre completamente chapado, o grupo dissolveu-se, mas Tião dirigiu-se à praça para por em prática um plano diabólico, elaborado na véspera. Comemorava-se o dia do Senhor Bom Jesus. Os sinos repicavam em metálicas badaladas, convocando os fieis para murmurarem rezas na igreja dos Martírios. Terminada a missa, o povo descia ordeiro para a festa, onde estava armado o parque de diversão à disposição da criançada, que via na roda-gigante o melhor entretenimento. Tudo estava agitado; o povo afluía em todas as direções, numa precipitação de insetos em torno de uma luz, excitados com a iminência de um temporal. Gambiarras repletas de lâmpadas coloridas enfeitavam as frondosas árvores que circundavam a praça, dando um toque especial à decoração. O foguetório era intenso, fazendo com que os meninos corressem à cata das tabocas dos foguetes que retornavam fumegantes das alturas. A filarmônica “Carlos Gomes” animava o festejo tocando marchas patrióticas, e o pastoril, representado nas cores azul e encarnado, embalava agradáveis melodias na voz macia de graciosas pastorinhas. Os locutores Pedro Teixeira e Luis de Barros estimulavam o público a contribuir com dinheiro para os cordões de sua preferência. 
Tião, que era um especialista na elaboração de planos engenhosos e mirabolantes, já se encontrava nas imediações. Tomou todas as precauções para que dele não suspeitassem. A primeira etapa do empreendimento consistia em provocar um apagão que interrompesse o fornecimento de energia elétrica. De posse de uma longa vara, cutucou na taboca de um poste e o logradouro ficou às escuras. Beneficiando-se do breu que encobria a festa, Tião aproximou-se sorrateiro, tão de leve que parecia uma sombra. Segurava numa das mãos um saco de estopa onde carregava um gato assustadíssimo com os rumores da festa. O felino trazia amarrado à cauda um pedaço de barbante, e na outra extremidade do cordão, um buscapé, feito por encomenda ao Zé da Pólvora, conhecido fogueteiro da Ponta Grossa. Acocorou-se, retirou do invólucro o animal e ateou fogo no artifício, arremessando-os em direção à festa. Fustigado pela pirotecnia do artefato, que cuspia centelhas como um esmeril, o gato ziguezagueava por entre as canelas do povo, feito uma miríade de vaga-lumes. Ouvia-se a respiração colossal do povo errante, que dispersava atordoado e aos tropeços, enquanto as crianças desgarradas dos pais choravam em meio ao pânico. O prejuízo foi enorme para os vendedores ambulantes, que nada puderam fazer para conter a força indomável da massa doida e em fuga, a deitar por terra suas iguarias. Pouco tempo foi suficiente para desfazer o que fora planejado com muita antecedência. Tião embolava às gargalhadas com o redemoinho a que deu causa. Acabou com a festa, mas fez a sua. O que antes era uma reunião alegre e descontraída, num dia santificado e de júbilo, transformou-se, de uma hora para a outra, numa praça de guerra, na qual o gaiato se saiu como o único triunfante, insensível ao pavor que incutiu àquela gente. 
Tempos depois, admitiu para os mais chegados sua autoria na azáfama, mas, segundo ele, apenas no intuito de promover uma despretensiosa balbúrdia, jamais com o propósito de machucar deliberadamente que quer que fosse. 
Adelmo Afonso de Melo Marques Luz 
Adelmo Pombão, carinhosamente chamado por seus amigos  mais próximos, é visto por muitos como um dos maiores contistas desse estado, meu irmão, o sociólogo Edson Bezerra, não se cansa de dizer ser o melhor. Nesse blogger vários de seus contos estão postados, pra ler basta acessá-los.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

TRIBUNAL DE CONTAS ECONOMIZA R$ 850,00 POR MÊS

A operação Rodoleiro deflagrada pela Polícia Federal e Receita Federal em outubro deste ano, trouxe reflexos positivos para a moralização do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas, ao apontar o desvio de recursos públicos na folha de pessoal nos últimos cinco anos, superiores aos valores informados à Receita Federal, em mais de R$ 100 milhões, segundo a PF.

A economia na folha de pessoal no mês de novembro, comparada com a de outubro, totalizou R$ 847.877,64, vale ressaltar, que o duodécimo mensal da Casa no exercício de 2011 é de R$ 4.919.278,33, já o anual importa em R$ 59.031.340,00.

A economia real nas contas do Tribunal de Contas pode beneficiar os funcionários efetivos: ativos e inativos, explica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Tribunal de Contas de Alagoas – SINDICONTAS /AL:

“Hoje estamos pleiteando o abono para os servidores, já que a economia na folha de pessoal nos meses de novembro e dezembro importa em mais de R$ 1,5 milhão, podendo essa sobra ser revertida para todos, pois já consultamos dois juristas renomados do Estado, que afirmaram ser um aumento nos subsídios da classe a título de abono, totalmente legal, podendo, este abono ser incorporado definitivamente aos subsídios, através de um Projeto de Lei aprovado na Assembléia Legislativa do Estado, afirmou Francisco Elpídio de Gouveia Bezerra, presidente do SINDICONTAS/AL.

Outro que opinou sobre o novo momento pelo qual passa o Tribunal foi o servidor Jairo Affonso de Mello Marques Luz: esclareceu que as medidas moralizadoras do presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Luiz Eustáquio Toledo, foram importantes para o resgate do dinheiro público, que estava indo pelo ralo: “Cortar na própria carne e combater a corrupção dentro da instituição fiscalizadora, pode ser o início de novos tempos para uma Casa marcada por escândalos recentes”, disparou Jairo Mello.

Reivindicações

Em recente mesa redonda com o presidente do Tribunal de Contas, Conselheiro Luiz Eustáquio, o presidente e diretores do SINDICONTAS reivindicaram a implantação dos percentuais vencidos, relativos à data base dos anos de 2010 e 2011, e que até os dias atuais não foram implantados.

Outros pontos reivindicados no encontro: iniciar a reforma do setor odontológico, hoje sem condições de atendimento aos servidores; priorizar a contratação de pessoal para os serviços prestados do setor médico, enfermagem e limpeza; a implantação imediata dos qüinqüênios devidos; a quebra de barreira existente no PCCS, que impossibilita o crescimento profissional dos servidores e a reposição salarial de 40% sobre os atuais vencimentos, que se encontram defasados em relação as pagos nos demais Tribunais de Contas do País. Ressaltou ainda Francisco Elpídio, o esforço do Conselheiro Presidente Dr. Luiz Eustáquio, em moralizar as ações do TCE/AL, esperando que a implantação do abono salarial seja cumprido até 31 de dezembro de 2011, e o montante da sobra do duodécimo não seja devolvida ao Executivo Estadual, pois o regime contábil adotado no País é o de Competência, ou seja: existindo saldo ao final do exercício, deverá ser devolvido ao erário, o que não seria louvável, já que a defasagem nos salários dos servidores é marcante.

Esquema desviou 100 milhões do TCE/AL

A operação Rodoleiro foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) ao descobrir o desvio desde 2005 de R$ 100 milhões de reais, através do esquema de lavagem de dinheiro, que tinha como fachada a academia TOP, situada no bairro da Pajuçara, em Maceió e um haras, Rancho Santana, localizado no município de Atalaia. Foi batizada de Rodoleiro por ser o nome de um tipo de carrapato, que ataca a criação de eqüinos.





sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

domingo, 6 de novembro de 2011

ECO DA VIDA

Um pequeno garoto e seu Pai caminhavam pelas montanhas. 
De repente o garoto cai, se machuca e grita :
- Aai !!!
Para sua surpresa escuta a voz se repetir, em algum lugar da montanha :
- Aai !!!
Curioso, pergunta :
- Quem é você ?
Recebe como resposta :
- Quem é você ?
Contrariado, grita :
- Seu covarde !!!
Escuta como resposta :
- Seu covarde !!!
Olha para o pai e pergunta aflito : - O que é isso ?
O Pai sorri e fala : 
- Meu filho, preste atenção !!!
Então o pai grita em direção a montanha : - Eu admiro você !
A voz responde :
- Eu admiro você !
De novo o homem grita : - Você é um campeão !
A voz responde :
- Você é um campeão !
O garoto fica espantado sem entender nada.
Então o pai explica :
As pessoas chamam isso de ECO, mas na verdade isso é a VIDA.
Ela lhe dá de volta tudo o que você diz ou faz.
Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações.
Se você quer mais amor no mundo, crie mais amor no seu coração.
Se você quer mais responsabilidade da sua equipe, desenvolva a sua responsabilidade.
Se você quer mais tolerância das pessoas, seja mais tolerante.
Se você quer mais alegria no mundo, seja mais alegre.
Tanto no plano pessoal quanto no profissional, a vida vai lhe dar de volta o que você deu a ela.
SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA;
SUA VIDA É A CONSEQÜÊNCIA DE VOCÊ MESMO !!! 



domingo, 23 de outubro de 2011

VEXAME!


O que precisa o Tribunal de Contas para evitar que situações vexatórias, como a Operação Rodoleiro, ocorrida no dia 20 de outubro (quinta feira), quando indiciou os diretores de pessoal e financeiro, por desvio de recursos públicos, sonegação de impostos e lavagem de dinheiro? 

Simples: um eficiente controle interno, remédio apropriado para a prevenção da corrupção. Sua utilização torna-se indispensável para a segurança das entidades públicas e também para resguardar o administrador na sua tomada de decisões, os processos se tornam ágeis e de fácil entendimento para todos os usuários. O continuísmo de diretores, mesmo quando ocorrem mudanças na Presidência, não é visto por ninguém como um fato normal, nem benéfico; vicia e acomoda, será que são insubstituíveis, não existe ninguém a altura? O que realmente acontece para se perpetuarem? Não é normal, deu no que deu. 

Nós que formamos a Diretoria do SINDICONTAS, lamentamos o ocorrido, entretanto, era inevitável o que estava para acontecer. Estamos do lado da verdade, contra a corrupção, “mal que histórica e teimosamente corrói as instituições como um câncer e se revela no simples desvio de dinheiro público e em formas mais sofisticadas de ação, como o patrimonialismo e o nepotismo”. Nesse sentido, esperamos que todos os fatos sejam amplamente esclarecidos, para que todos que compõem a Corte de Contas, possam depois da tempestade, navegar em tempos banhados de respeito aos servidores e de oportunidade para todos. A sociedade só prestigia quem funciona, precisamos “não fazer de conta”, nosso desafio será nos tornar admirados e respeitados pelos cidadãos.

sábado, 30 de julho de 2011

Discurso da Posse - SINDICONTAS/AL

Prezados servidores do TC/AL,
Uma batalha, a exemplo da que acabamos de travar, não se pode ganhar sozinho. A vitória recentemente alcançada foi fruto do desejo e da confiança de todos aqueles que acreditaram ser possível prosseguir na edificação de um SINDICONTAS, iniciada na gestão anterior, comprometido com os anseios da classe, imune a ingerências e resguardado de práticas políticas e administrativas desaconselháveis. Portanto, é de bom alvitre registrar o meu sincero agradecimento ao apoio implícito da diretoria que finda seu mandato, capitaneada pelo presidente Luis Belo, a quem tenho a salutar oportunidade de suceder.
O caminho a ser percorrido, prezados colegas, será longo e desafiador, pois temos consciência das dificuldades inerentes ao ofício e dos sucessivos percalços que habilmente teremos que contornar, mas estaremos firmes no cumprimento das atribuições estatutárias que nos foram democraticamente delegadas, e fiéis aos propósitos assumidos publicamente durante a campanha, entre os quais podemos destacar: 
1) Quebra da cláusula de acesso aos níveis superiores e a imediata implantação do pré-requisito escolar; 
2) Implantação dos qüinqüênios devidos; 
3) Reposição da inflação referente às datas base dos exercícios de 2010 e 2011; 
4) Reestruturação do Clube do SINDICONTAS, disponibilizando, quinzenalmente, meios de transporte para os associados; 
5) Divulgação, através do Blogge denominado “CONSIDERAÇÕES FINAIS – btcal.blogspot.com, de todos os procedimentos adotados pela diretoria em prol dos servidores; 
6) Prestação de contas dos recursos seja quais forem a origem, bem como o destino das despesas, o que irá proporcionar a todos os interessados a possibilidade de acompanhar a movimentação financeira; 
7) Manter o contrato de prestação de serviços, firmado com o Escritório Jurídico do Dr. Fernando Maciel, que julgamos estratégico e imprescindível para a defesa dos interesses dos servidores desta Casa. 
Quero agradecer primeiramente a Deus pela vitória que me concedeu, ao tempo que lhe peço equilíbrio e sabedoria na condução da coisa pública. Agradeço, também, aos meus colegas lotados na DEFAFOM e demais Diretorias Técnicas, aos companheiros dos serviços gerais, do protocolo, da garagem, do serviço médico e odontológico e externar um especial agradecimento ao meu fiel amigo de infância, pau para toda obra, Jairo Affonso de Mello Marques Luz. 
Por fim, quero agradecer a todos que aqui se encontram, e que me prestigiaram com suas honrosas presenças. 
Encerro minha modesta fala, parafraseando os dizeres de um expoente da história da humanidade, excluindo-lhe a soberba, evidentemente. Trata-se de Júlio Cesar, imperador romano, que após uma de suas espetaculares vitórias, ainda no campo de batalha e diante do inimigo subjugado, disse orgulhoso do seu feito: Vim, vi e venci. 
Muito Obrigado!


terça-feira, 26 de julho de 2011

SINDICONTAS/AL TEM NOVA DIREÇÃO

Não Fazemos de Conta, slogan utilizado durante a campanha, permanece como um marco para os servidores que com 63% de aprovação, ratificaram a opção pela nova Diretoria do SINDICONTAS.
Nesta sexta-feira, dia 29, ocorrerá a posse.
O evento será no auditório Jorge Assunção, às 10 horas, com a presença dos funcionários e sindicatos que acompanharam a disputa.
Chapa 2, presidida pelo servidor Francisco Elpidio;
Vice-Presidenta - Ana Maria Gusmão;
Secretária Geral - Maria Aparecida Bida Guabiraba;
Diretor Financeiro - Francisco Domingos;
Diretor Administrativo - Humberto Severino dos Santos.

domingo, 10 de julho de 2011

Professora do Rio Grande do Norte recusa prêmio e critica governantes


Nesta segunda, o Pensamento Nacional de Bases Empresariais – P.N.B.E., vai entregar o prêmio "Brasileiros de Valor 2011". O júri escolheu a professora Amanda Gurgel, que depois de analisar decidiu recusar o prêmio.
 Natal, 02 de julho de 2011


Prezado júri do 19º Prêmio PNBE,


Recebi comunicado notificando que este júri decidiu conferir-me o prêmio de 2011 na categoria Educador de Valor, “pela relevante posição a favor da dignidade humana e o amor a educação”. A premiação é importante reconhecimento do movimento reivindicativo dos professores, de seu papel central no processo educativo e na vida de nosso país. A dramática situação na qual se encontra hoje a escola brasileira tem acarretado uma inédita desvalorização do trabalho docente. Os salários aviltantes, as péssimas condições de trabalho, as absurdas exigências por parte das secretarias e do Ministério da Educação fazem com que seja cada vez maior o número de professores talentosos que após um curto e angustiante período de exercício da docência exonera-se em busca de melhores condições de vida e trabalho.
Embora exista desde 1994 esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora comprometida com o movimento reivindicativo de sua categoria. Evidenciando suas prioridades, esse mesmo prêmio foi antes de mim destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril), ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação. Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações como Banco Itaú, Embraer, Natura Cosméticos, McDonald's, Brasil Telecon e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva.
A minha luta é muito diferente dessas instituições, empresas e personalidades. Minha luta é igual a de milhares de professores da rede pública. É um combate pelo ensino público, gratuito e de qualidade, pela valorização do trabalho docente e para que 10% do Produto Interno Bruto seja destinado imediatamente para a educação. Os pressupostos dessa luta são diametralmente diferentes daqueles que norteiam o PNBE. Entidade empresarial fundada no final da década de 1980, esta manteve sempre seu compromisso com a economia de mercado. Assim como o movimento dos professores sou contrária à mercantilização do ensino e ao modelo empreendedorista defendido pelo PNBE. A educação não é uma mercadoria, mas um direito inalienável de todo ser humano. Ela não é uma atividade que possa ser gerenciada por meio de um modelo empresarial, mas um bem público que deve ser administrado de modo eficiente e sem perder de vista sua finalidade.
Oponho-me à privatização da educação, às parcerias empresa-escola e às chamadas “organizações da sociedade civil de interesse público” (Oscips), utilizadas para desobrigar o Estado de seu dever para com o ensino público. Defendo que 10% do PIB seja destinado exclusivamente para instituições educacionais estatais e gratuitas. Não quero que nenhum centavo seja dirigido para organizações que se autodenominam amigas ou parceiras da escola, mas que encaram estas apenas como uma oportunidade de marketing ou, simplesmente, de negócios e desoneração fiscal.
Por essa razão, não posso aceitar esse Prêmio. Aceitá-lo significaria renunciar a tudo por que tenho lutado desde 2001, quando ingressei em uma Universidade pública, que era gradativamente privatizada, muito embora somente dez anos depois, por força da internet, a minha voz tenha sido ouvida, ecoando a voz de milhões de trabalhadores e estudantes do Brasil inteiro que hoje compartilham comigo suas angústias históricas. Prefiro, então, recusá-lo e ficar com meus ideais, ao lado de meus companheiros e longe dos empresários da educação.
Saudações,
Professora Amanda Gurgel

domingo, 3 de julho de 2011

Vida Nova - Manoel Elpídio

Manoel Elpídio, meu primeiro neto com quatro meses de vida. Rafael divide a alegria com o sobrinho tentando entender o seu linguajar.
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quinta-feira, 30 de junho de 2011

NÃO PRECISAMOS DE MAIS VEREADORES

 Não sei, nunca vi, nada gratificante feito pelos Vereadores de Maceió. 
A hora de protestar contra esse abuso que ora planejam, é agora. 
Precisamos nos unir contra mais esse golpe sujo. 
Queremos sim: médicos, professores  e principalmente de gestores comprometidos com o crescimento desse pobre Estado de Alagoas.
 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Por que Francisco Elpídio para Presidente do SINDICONTAS?


 candidato é funcionário concursado do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas e encontra-se lotado na DFAFOM no cargo de Analista de Contas. Convive com a maioria dos funcionários há 37 anos e poderia já estar aposentado, entretanto, sendo convidado para representá-los e tendo conhecimento das dificuldades por que passam, aceitou disputar a Presidencia do SINDICONTAS. Conhecedor das dificuldades pelas quais passa a classe, e contando com vasta experiência administrativa, pois já exerceu o cargo de Diretor da DFASEMF durante quatro anos e atualmente presta valiosos serviços de assessoramento ao Ministério Público Estadual, realizando inspeções “in loco” quando requisitado. Imbuído de propósitos transparentes e de propostas cuidadosamente elaboradas e factíveis, sugerimos aos nobres colegas atenção especial ao candidato que apresentamos, esperando que no dia 25 de julho possamos ter um SINDICONTAS sob nova direção e voltado para os interesses dos funcionários desta CASA, pois, como se sabe, “voto não tem preço, mas conseqüências.”

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A QUEM INTERESSAR POSSA

Por conta dos comentários falaciosos envolvendo minha candidatura à presidência do SINDICONTAS/AL venho, por meio do presente e em respeito à confiança em mim depositada pelos distintos colegas, esclarecer que cumprirei, caso venha a ser eleito, o meu mandato na sua inteireza, conforme preceitua o Estatuto do nosso Sindicato.
Esclareço, ainda, que todos os componentes da chapa por mim encabeçada, na formação da qual adotei rígidos critérios, comungam dos límpidos ideais democráticos e iguais princípios éticos, que são requisitos essenciais a quem se propõe contribuir com tão nobre “múnus público”.
Jamais poria em risco a minha trajetória profissional, construída com dignidade e transparência ao longo de trinta e nove anos de serviços dedicados a esta Corte de Contas, aliando-me aos oportunistas e sedentos pelo Poder, cujos interesses são pessoais, mesquinhos e inconfessáveis.
Não se deixem enganar por esses falastrões que andam sussurrando pelos corredores promessas criminosas aos colegas desavisados e de boa-fé, assegurando-lhes fantasiosas promoções e obsequiosos pagamentos de precatórios, num comportamento afrontoso à legislação eleitoral vigente.

Cordialmente,
Francisco Elpídio
Analista de Contas (Coordenador Técnico)