quinta-feira, 21 de novembro de 2013

ROBERTO MACEDO ROCHA - SHERMAN

Esse o nome do companheiro SHERMAN.
Como surgiu o apelido Sherman não sei. Talvez tenha que recorrer aos veteranos Elias Fragoso, Nilton de Paula, Alan Paurílio, Erivaldo, que eram seus amigos de farra, bola e papo, para saber como surgiu esse apelido.
Conheci o Sherman quando tinha 16, 17 anos e vez por outra participava das farras do Grupo acima.
Sempre recatado, de poucas palavras, mas firme em suas posições, algo me chamou a atenção nele: o companheirismo e lealdade para com os amigos.
Ao longo dos anos seguimos “roteiros solo”
Mas o destino, muitos anos depois, tratou de juntar os Cambonenses, num esforço abnegado do companheiro Enilzo Cardoso dos Santos, que teve a brilhante idéia de “garimpar” os telefones de todos e com algum sacrifício juntou o grupo, que ao longo dos anos solidificou e se mantém cada dia mais unido.
Para nossa felicidade, um dos que veio com o grupo foi o companheiro Sherman.
Calado, discreto, foi chegando e com seu futebol cadenciado foi ganhando a admiração e o respeito de todos no grupo. E foi assim até o seu último dia.
Não sabia que em seu nome tinha o ROCHA. Até então só conhecia Roberto Macedo.
Deus sabe o que faz. Colocou no nome do Sherman o Rocha. Bem apropriado.
Antigamente quando alguém era de fé, companheiro, amigão, se dizia “esse cara é Rocha”. Qualquer semelhança com o companheiro Sherman não seria mera coincidência.
Lembramos do Sherman sempre ligado ao Cartório do Elói Paurílio (outro Cambonense) e que era tio de sua esposa. Funcionário dedicado, sempre solícito, Sherman era no Cartório o que se chama no futebol de “carregador de piano”
Com o falecimento do Tabelião Elói Paurílio assumiu o comando sua sucessora Claudinete, mas na verdade quem tocava tudo por lá era o Sherman, de tal forma que a sucessora passou a ser uma co-adjuvante no Cartório.
Mas nada o envaideci-a. Pelo contrário. Sempre agiu e atuou no Cartório com a mesma dedicação e fidelidade de sempre.
Seu primeiro casamento durou anos e só ele poderia dizer o que passou para salvar a vida de sua parceira. Foram anos de luta onde fez valer o seu sobrenome ROCHA.
Do casamento nasceu seu filho homem com problemas de retardo. Mas isso não era nada para o Sherman.
Tristeza? Lamentação? Nem reclamação ouvíamos dele.
Com a ausência da mãe, sua atenção para seu filho foi total.
E assim foi a vida do companheiro Sherman:
Casa, Cartório, Família, Filho, Casa do Françes, Racha.
Aliás, o racha era um dos seus melhores lazeres.
Securinha, jogava os dois rachas e acredito que se tivesse um terceiro participaria.
Rocha. Racha. Havia uma perfeita identificação do Rocha de seu nome, com o Racha onde era securinha pela bola.
Nós Cambonense tivemos a felicidade e o privilégio de tê-lo no nosso meio. Foi um parceiro, amigo, companheiro, até os últimos momentos de sua vida.
Ele não nos pediu permissão para partir antes do prazo, mas quem somos nós para intervir na decisão Suprema?
Fazendo jus ao sobrenome Rocha, ele se foi discreto. Sem alarde.
E não poderia ser diferente, porque pode até se castigar, mas não se muda a natureza e a firmeza de uma Rocha.
Sherman, obrigado por permitir que fossemos seu amigo.
Deus haverá de lhe de lhe dar um bom lugar em seu reino e certamente conseguirá uma vaguinha no time de lá, junto com garrinha, Didi entre outros.

Josenah Fragoso

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