sexta-feira, 12 de março de 2010

Hora de Despertar: nossa música, nossos intérpretes.

Há alguns anos, quando os artistas alagoanos peregrinavam nas rádios pedindo aos programadores a inclusão de seus discos na programação, a resposta era inevitável: “o som não é muito bom, não tem qualidade.” Essa história começou a ser mudada com o advento do cd player, substituindo o vinil, aí então os incentivadores: Amarivaldo, Rui Agostinho e Givaldo Kleber, todos da Rádio Educativa FM, acreditando no potencial desses artistas, começaram por conta própria a inserir na programação a prata da casa, procedimento que ainda permanece. Seguindo a mesma linha da Educativa FM, as emissoras: Web rádio Maceió, Mar Azul e Rádio Serraria FM, abrem espaços em sua programação para que artistas desconhecidos tenham oportunidade de divulgar suas criações e ao vivo reivindicar patrocínio para realização de eventos; são procedimentos como estes, que emissoras do porte da Pajuçara FM, Gazeta de Alagoas, Rádio Jornal e outras, deveriam seguir para o fortalecimento da cultura alagoana.
Ultrapassado esse primeiro obstáculo, mesmo estando afastado do meio musical alagoano, tenho adquirido e ouvido os trabalhos aqui produzidos, entretanto, observei que alguns dos nossos artistas ao gravarem ou ao realizarem shows, incluem apenas algumas músicas inéditas.
Ora, o que esperam ao regravarem músicas já consagradas de compositores como Chico Buarque, Tom Jobim ou Djavan? Reconhecimento, um comentário elogioso, ou quem sabe, uma crítica mais contundente de um observador mais atento? Esquecem nossos interpretes, que esse procedimento é nefasto ao atual movimento musical alagoano e em nada contribui para o seu crescimento, basta ouvir os CDs de: Junior Almeida, Macleim, Eliezer Setton, Ibys Maceió, Telma Soares, Antônio do Carmo, Grupo Labareda do Forro, Banda Sifão, Grupo Terra e tantos outros, que só gravam músicas inéditas, sejam de sua autoria ou de outros compositores, é esse o caminho para sair da mesmice.
O que sempre estamos presenciando e cansados de ouvir são os convites formulados pelos restaurantes e bares, apresentando shows com artistas locais Interpretando músicas já consagradas.
Será que não está na hora de termos identidade própria e dar ênfase a apresentações mais corajosas? Nossos artistas apresentando músicas inéditas, dando interpretações próprias, mostrando a sua cara e do que é capaz.
É pagar pra ver, eu particularmente acredito nos nossos intérpretes, só falta coragem, talento tem de sobra.

2 comentários:

Anônimo disse...
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