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HISTÓRIAS DO GRUPO TERRA - SÉTIMA PARTE

DIFERENTES PALCOS


Edson Bezerra, Jorge Quintella, Chico Elpídio, Zailton Sarmento, Eliezer Setton,
Messias Gancho e Beto Batera. Ginásio do Estadual, dia do estudante.

O cenário artístico cultural alagoano da época, refletia a conjuntura artístico-cultural da cidade: falta de recursos financeiros e espaços, e, somando-se a isso, a também tradicional falta de um público consumidor. Nesse contexto, fazer música era algo extremamente difícil. A produção cultural do Terra, ficava por conta dos próprios componentes: Chico Elpídio, Edson Bezerra, Paulo Renault e posteriormente, Eliezer Setton, compunham, realizavam contatos com a imprensa, alugavam equipamentos de som, transporte, cada um com sua responsabilidade, e mais, ao final de cada show, os próprios músicos desarmavam e desmontavam e transportavam todo o equipamento.

Palavras de Edson Bezerra:
“Ah, hoje está uma maravilha. O pessoal tem uma produção encarregada com o aluguel de som, de realizar contatos com a imprensa, arrumar patrocinadores e até mesmo serviço de palco.”
Em outro momento:
“Tinha vez que a gente não tinha nem vontade de comemorar uma bela apresentação. Quando acabava a gente estava cansado e tinha de arrumar e carregar tudo.”
Sendo uma característica do Grupo, a participação nos movimentos populares, que naqueles anos de abertura política se colocava em oposição à ditadura, durante os anos de existência, o grupo participou de dezenas de shows promovidos pelos movimentos que estravam se estruturando aquela época e eram shows realizados em cima de carrocerias de caminhões e em ginásios esportivos.

No dia primeiro de maio de 1982, o Terra realizou uma dessa apresentações. 
Por convite da Casa do Palácio do Trabalhador, situada no Mercado Público, em cima da carroceria de caminhão, quando foi pela primeira vez executada a música RAÍZES, em homenagem ao exilado político Nilson Miranda, que tinha retornando a Alagoas após longo exilio.



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