domingo, 21 de junho de 2009

Aconteceu no Governo Gaisel - 1974 a 1979

Vlado Herzog

Nascido na Croácia, parte do reino unido da Iugoslávia, naturalizado brasileiro, conhecido como Vlademir, foi jornalista, professor e dramaturgo. Tornou-se famoso pelas consequências que teve de assumir, devido suas conexões com o movimento de resistência contra o regime do Brasil e pela sua ligação com o Partido Comunista .
Sua morte causou impacto na ditadura militar brasileira e na sociedade da época, marcando o início de um processo pela democratização do país. 
Era formado em Filosofia, trabalhou em importantes ógãos de imprensa no Brasil, notavelmente no "O ESTADO DE SÃOPAULO, em 1970, assumiu a direção do departamento de telejornalismo da TV CULTURA.

Prisão e Morte
Em 24 de outubro de 1975, agentes do II Exercito o convocaram para prestar depoimento sobre as ligações que mantinha com o Partido Comunista Brasileiro, o que era proibido pela ditadura. No dia da convocação compareceu, entretanto, o seu depoimento foi obtido por meio de tortura. No dia seguinte, 25 de outubro, foi encontrado enforcado com o cinto de sua própria roupa.

Pós-morte
Vlademir era casado com a publicitáia Clarice Herzog, com quem tinha dois filhos, entretanto, após sua morte passou por maus momentos e teve que contar aos filhos ainda pequenos o que havia ocorrido com o pai. Três anos depois, consegui que a União fosse responsabilizada, de forma judicial, pela morte do esposo. 
Ainda sem se conformar,dizia:
"Vlado contribuia muito mais para a sociedade se estivesse vivo"
A norte de Valdemir Herzog impulsionou fortemente o movimento pelo fim da ditadura militar brasileira. Após sua morte, grupos intelectuais atraves de jornais, atores no teatro, além do povo nas ruas, se empenharam na resistência contra a ditadura no Brasil. 
Em 1976, Gianfrancesco Guarniere escreveu PONTO DE PARTIDA, espetáculo teatral que tinha o objetivo de mostrar a dor e a indignação da sociedade brasileira diante do ocorrido, segundo Guarniere:
[...] Poderosos e dominados estão perplexos e hesitantes, impotentes e angustiados.

Contendo justos gestos de ódio e revolta, 
Taticamente recuando diante de forças transitoriamente invencíveis. 
Um dia os tempos serão outros. 
Diante de um homem morto, todos preisam se definir. 
Ninguém pode permanecer indiferente. 
A morte de um amigo é a de todos nós. 
Sobre tudo quando é o Velho que assasina o Novo.

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